Final Fantasy Resonance chega ao PS5 em 22 de outubro, prometendo um RPG turn-based totalmente novo, apesar de ter raízes no antigo mobile gacha Final Fantasy Brave Exvius.
O que mudou em relação ao Brave Exvius?
| Aspecto | Final Fantasy Brave Exvius (2015) | Final Fantasy Resonance (2026) |
|---|---|---|
| Plataforma | Mobile (iOS/Android) | console (PS5) + PC (via streaming) |
| Modelo de negócio | Gacha com microtransações | Jogo completo, sem microtransactions |
| Estilo visual | pixel art 2D tradicional | hd-2d, mistura de pixel art e gráficos 3D modernos |
| Combat system | Turn‑based simples, foco em coleta de personagens | Turn‑based avançado com Visões (invocação de personagens icônicos) e mecânicas elementais |
| Storytelling | Enredos episódicos, muitas vezes leves | Narrativa mais densa, com tons sombrios e humor vibrante |
Quais são as novidades de Resonance?
Além de abandonar o modelo gacha, Resonance traz alguns diferenciais que podem convencer até os mais céticos:
- Visões de personagens lendários: Cloud (Final Fantasy VII) e outros podem ser invocados como "Visões", adicionando habilidades únicas ao seu time.
- Elementos estratégicos: Cada ataque tem afinidade elementar; combinar fogo contra gelo gera bônus de dano e chances de turno extra.
- Estética HD‑2D: Inspirada no sucesso de Octopath Traveler, a arte mistura sprites detalhados com ambientes 3D, criando um visual nostálgico e ao mesmo tempo fresh.
- trilha sonora original: Composição de Masayoshi Soken, conhecido por Final Fantasy XIV, promete momentos épicos.
Como o combate se diferencia dos últimos FF?
O sistema de turnos não é apenas “ataque‑defesa”. Cada personagem tem um conjunto de habilidades base, mas as Visões podem ser equipadas como “boosts” temporários. Quando você acerta um inimigo com um ataque elementar que corresponde à fraqueza dele, ganha um extra turn, incentivando combos inteligentes.
Um exemplo prático: usar o ataque de trovão do Cloud contra um inimigo vulnerável a eletricidade pode quebrar a guarda e conceder duas rodadas seguidas, permitindo que você lance um feitiço de cura antes que o chefe recupere o fôlego.
Qual o público‑alvo?
Resonance parece mirar três grupos principais:
- Veteranos de FF que sentem falta de um turno clássico sem a pressão de gastar dinheiro.
- Jogadores de RPG indie atraídos pela estética HD‑2D e pela jogabilidade profunda.
- Novatos que buscam um ponto de entrada acessível ao universo Final Fantasy, já que o jogo não exige conhecimento prévio de mecânicas gacha.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Se você curte colecionar personagens e gastar dinheiro em microtransactions, talvez ainda prefira Brave Exvius (mesmo fechado) ou outro gacha. Mas se a sua meta é uma experiência completa, sem surpresas de “pay‑to‑win”, Resonance entrega tudo que o clássico prometia e ainda eleva o nível.
Para quem busca nostalgia com um toque moderno, a combinação de sprites detalhados e ambientes 3D vai fazer seu coração bater como se fosse 1997, mas com a fluidez de 2026.
Se a sua agenda está lotada, o fato de ser um título exclusivo de console (sem necessidade de conexão constante) pode ser a cereja no bolo – jogue quando quiser, sem notificações de eventos diários.
Onde isso pode dar
O sucesso de Resonance pode abrir caminho para mais títulos “HD‑2D” dentro da franquia, talvez até um Final Fantasy VI ou VII reimaginado. Além disso, a decisão da Square Enix de abandonar o modelo gacha para um console pode sinalizar uma mudança de estratégia: mais foco em jogos premium, menos em serviços live.
Mas atenção: o calendário de lançamentos de final de 2026 está lotado. Se o jogo não ganhar tração nas primeiras duas semanas, pode ser ofuscado por títulos maiores. Ainda assim, a comunidade parece animada, e o hype nas redes sociais já está em alta.
O que falta saber
Até agora, a Square Enix não revelou detalhes sobre o número de personagens jogáveis, o tamanho final do mapa ou se haverá DLCs. Também não há confirmação oficial de suporte a cross‑save entre PS5 e PC via streaming, embora rumores apontem para um possível futuro.
Fique de olho nas próximas semanas para trailers oficiais e demos de gameplay – eles vão esclarecer se a promessa de “mais vibrante que Dragon Quest” se sustenta na prática.


