Fenix Flexin confirmou que a batida de "Rubberz" foi gerada por inteligência artificial, usando a ferramenta Treblo – antes conhecida como Sonauto. A revelação vem após o produtor Medasin divulgar vídeos explicando o processo e a própria empresa lançar um detector que identifica criações da IA.
Como a IA Treblo se compara à produção tradicional?
| Critério | Treblo (IA) | Produção Tradicional |
|---|---|---|
| Velocidade de criação | Alguns minutos para gerar loops e melodias básicas. | Horas ou dias, dependendo da complexidade. |
| Custos | assinatura de software; reduz necessidade de músicos de sessão. | Estúdio, músicos, engenheiros – custos mais elevados. |
| Originalidade | Baseia-se em datasets existentes; risco de sons genéricos. | Criação humana única, porém sujeita a bloqueios criativos. |
| Controle artístico | Parametrização de estilo, mas menos nuance emocional. | Direção total do artista e equipe de produção. |
| Aceitação do público | Divisiva – curiosidade vs. críticas de autenticidade. | Tradicionalmente aceita, embora evolua com tendências. |
O que realmente importa para o fã brasileiro?
O Brasil tem uma cena rap vibrante, onde a conexão cultural e a narrativa local são fundamentais. A tecnologia pode acelerar a entrega de beats, mas a identidade lírica – referências ao cotidiano das periferias, ao funk carioca ou ao trap de São Paulo – ainda depende da voz humana.
- Autenticidade sonora: fans valorizam timbres que remetem à produção local, como samples de batidas de funk.
- Narrativa: letras que abordam questões sociais têm mais peso que a sofisticação do beat.
- Interatividade: artistas que usam IA como ferramenta colaborativa, e não como substituto, tendem a ser melhor recebidos.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Para produtores independentes que buscam rapidez e orçamento limitado, a IA Treblo oferece uma solução prática – basta ajustar parâmetros e obter um loop pronto. Já artistas que priorizam a conexão emocional e a originalidade devem manter a produção tradicional ou usar a IA apenas como ponto de partida.
Em resumo, a escolha depende do objetivo: acelerar lançamentos ou preservar a assinatura artística. Fenix Flexin mostrou que a linha entre as duas opções está cada vez mais tênue, e o mercado brasileiro ainda tem espaço para experimentar sem perder a essência.
Onde isso pode dar
Com a IA já sendo reconhecida publicamente, esperamos que gravadoras brasileiras comecem a investir em ferramentas como Treblo para reduzir custos de produção. Contudo, a resistência de fãs que valorizam a 'gripe' do rap pode incentivar um modelo híbrido: beats gerados por IA, mas finalizados e customizados por produtores locais.
O futuro da música rap no Brasil pode se tornar mais ágil, mas a identidade cultural continuará sendo o fator decisivo para o sucesso de qualquer faixa.


