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Expedition 33: Por que o nome “turn-based RPG” foi evitado – e o que isso revela

· · 3 min de leitura
Um jovem sentado em cadeira gamer, vestindo camiseta de time, faz alongamento de braços ao lado de um console
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Durante o Busan indie Connect Festival 2026, Shuhei Yoshida, ex‑executivo da PlayStation, alertou desenvolvedores indie a não rotular seu título como "turn‑based RPG". A recomendação foi aplicada ao projeto Clair Obscur: Expedition 33, que acabou se tornando um sucesso inesperado.

Por que a etiqueta "turn‑based RPG" ainda carrega estigma?

Yoshida destacou que, embora o gênero tenha fãs dedicados, ele costuma ser percebido como antiquado por parte do público ocidental. Essa percepção pode ser fruto de duas tendências:

  • Associação a fórmulas repetitivas: muitos títulos recentes repetem mecânicas clássicas sem inovação.
  • Comparação com títulos AAA: jogos de grande orçamento tendem a focar em ação em tempo real, deixando o turno‑based como nicho.

Para o público brasileiro, onde a comunidade de RPGs de mesa ainda é forte, o preconceito pode ser ainda mais pronunciado, pois gamers costumam buscar experiências mais “dinâmicas”.

Como a estratégia de branding mudou a percepção do jogo

Ao invés de anunciar "turn‑based RPG", a equipe de Sandfall Interactive passou a usar termos como "batalhas reativas" e "combinação de turn‑based com ação em tempo real". Essa mudança trouxe benefícios claros:

AspectoAntes (turn‑based RPG)Depois (batalhas reativas)
Expectativa do jogadorJogos lentos, pouco interativosCombinação de estratégia e rapidez
Visibilidade nas lojasFiltros de gênero limitadosNovas tags de busca
Recepção da imprensaComparações com títulos antigosEnfoque em inovação mecânica

Essas alterações permitiram que Expedition 33 fosse descoberto por jogadores que normalmente evitariam um "turn‑based RPG" tradicional.

O que realmente importa para o fã brasileiro?

Para o público nacional, alguns pontos são decisivos ao escolher um título indie:

  1. Apelo visual: capas que lembram ação tendem a atrair mais cliques nas lojas digitais.
  2. Comunicação clara: termos como "reactive" ou "action‑infused" sinalizam que o jogo não será monótono.
  3. Suporte local: legendas em português e comunidades ativas aumentam a retenção.

Ao alinhar a mensagem do jogo com essas expectativas, a equipe de Expedition 33 conseguiu captar atenção mesmo em um mercado saturado.

Vereditos: o melhor pra cada perfil

Jogadores que buscam nostalgia pura: ainda podem procurar por “turn‑based RPG” e encontrar títulos clássicos, mas devem estar cientes de que o ritmo pode ser mais lento.

Quem prefere ação rápida: o rótulo “batalhas reativas” é o mais indicado, pois indica que haverá momentos de decisão em tempo real.

Desenvolvedores indie: a lição de Yoshida é clara – entender o viés do público e adaptar o branding pode ser tão crucial quanto a qualidade do gameplay.

Onde isso pode dar

Se a estratégia de Yoshida for adotada por mais publishers, poderemos ver um aumento de títulos que misturam turn‑based e ação, criando um subgênero híbrido. Para o Brasil, isso significa mais opções que conciliam a tradição dos RPGs de mesa com a velocidade exigida pelos gamers de console.

Além disso, a mudança de nomenclatura pode abrir portas para novos canais de divulgação, como influenciadores que evitam jogos rotulados como “JRPG”.

O que falta saber

Embora a estratégia tenha funcionado para Expedition 33, ainda não há dados concretos sobre como isso impactou as vendas no mercado brasileiro. Acompanhar relatórios de plataformas como steam e a resposta da comunidade em fóruns locais será essencial para validar a eficácia da abordagem.

Por fim, desenvolvedores devem permanecer atentos ao equilíbrio entre honestidade de gênero e marketing estratégico – exagerar na mudança pode gerar frustração se a experiência não corresponder às expectativas criadas.

Perguntas frequentes

Por que evitar chamar um jogo de turn‑based RPG pode melhorar suas vendas?
O rótulo pode desencorajar jogadores que associam o gênero a jogabilidade lenta. Rebrandear para termos que sugerem dinamismo atrai um público maior.
Expedition 33 realmente mistura turn‑based e ação em tempo real?
Sim, o jogo combina decisões estratégicas por turno com inputs de ação rápida, inspirado em mecânicas de The Legend of Dragoon.
Essa estratégia funciona para todos os jogos indie?
Não necessariamente. Cada título tem seu público‑alvo; a mudança de branding deve ser baseada em pesquisas de percepção e não ser aplicada indiscriminadamente.
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