O que aconteceu
EVE Online, o lendário MMORPG (Massively Multiplayer Online Role-Playing Game) de exploração espacial conhecido por suas planilhas complexas e guerras que custam fortunas na vida real, finalmente decidiu que talvez não seja uma boa ideia jogar os novatos direto na cova dos leões. A desenvolvedora Fenris Creations (antiga CCP Games) anunciou durante o EVE FanFest a expansão Cradle of War, que chega no dia 9 de junho. O grande destaque é o Exordium, um sistema de zonas totalmente protegido onde o PvP (Player vs. Player) é desativado, permitindo que os recém-chegados aprendam a pilotar e negociar sem serem explodidos por um veterano entediado antes mesmo de entenderem como o radar funciona.
Mas não se engane: a paz é apenas uma fase de treinamento. A expansão foca pesado em conflitos militares entre as quatro grandes facções do jogo. Os jogadores poderão participar de campanhas baseadas em objetivos, atuando como mercenários e escolhendo lados conforme a conveniência — ou a ganância. É o cenário perfeito para aquela traição clássica que faz o nome de EVE Online ser temido e respeitado.
Como chegamos aqui
Há décadas, a maior barreira de EVE Online é o seu próprio design impiedoso. O jogo é famoso por ser um sandbox onde as histórias de espionagem e guerra são escritas pelos jogadores, mas a curva de aprendizado é tão íngreme que parece uma parede vertical. Muitos tentam entrar, olham para a economia complexa e a agressividade dos piratas espaciais, e decidem que a vida de tripulante de nave não é para eles.
A introdução do Exordium tenta resolver isso criando um ambiente de "creche espacial". Diferente das áreas atuais, onde a polícia NPC apenas tenta conter o crime, o Exordium será um espaço seguro de verdade. Porém, a Fenris Creations foi esperta: para garantir que os jogadores não fiquem lá para sempre, a área terá mineração ineficiente e taxas de comércio abusivas. O objetivo é claro: aprenda o básico, pegue suas naves e saia para o mundo real de New Eden (o universo do jogo) se quiser lucrar de verdade.
Além da mudança na recepção dos novatos, a atualização traz um arsenal de novidades para quem já vive no caos:
- Oito novas naves: Incluindo destroyers da Marinha e as aguardadas Tech 2 Command Carriers.
- Sistema de Conquistas e Títulos: Para quem gosta de ostentar seus feitos na tela de perfil.
- Campanhas Militares: Integração com o sistema de Freelance Jobs, permitindo que mercenários alterem o curso da guerra entre facções.
O que vem depois
A festa não termina no lançamento de junho. A Fenris já confirmou que um grande update de acompanhamento está previsto para setembro. Embora os detalhes ainda sejam escassos, a promessa é de um rebalanceamento significativo que vai afetar como grandes alianças projetam seu poder através da galáxia. Em bom português: eles querem dificultar que frotas gigantescas cruzem o mapa inteiro instantaneamente, o que deve mudar drasticamente a dinâmica das guerras espaciais de larga escala.
Para ficar no radar
A grande questão que fica no ar é: o Exordium vai realmente reter novos jogadores ou apenas criar uma geração de pilotos que, ao sair da zona segura, vai sofrer um choque de realidade ainda maior? O tempo dirá.
- Se você é um veterano, prepare o bolso para as novas naves e a nova economia de guerra.
- Se você é novato, aproveite o Exordium para entender o básico, mas não se acostume com a paz.
- Fique de olho nas movimentações das alianças em setembro, pois o meta de combate vai sofrer ajustes profundos.


