TL;DR: Eunha, SinB e Umji divulgaram fotos de perfil inéditas e abriram contas oficiais em novas redes sociais após assinarem contrato com a UNCORE, indicando que podem voltar a promover atividades em grupo sob um nome ainda indefinido.
O que aconteceu
Na última semana, as três integrantes – Eunha, SinB e Umji – lançaram uma série de fotos de perfil individuais que já circulam nas timelines de fãs ao redor do mundo. Cada imagem destaca um visual diferente, combinando elementos de moda contemporânea com toques que remetem à identidade visual que o trio cultivou desde os tempos de GFRIEND. Junto das fotos, foi anunciada a criação de novos perfis oficiais em plataformas como X (Twitter), Instagram e TikTok, todos sob a marca EHSBUJ_official, conforme o tweet oficial divulgado em 26 de outubro de 2026.
UNCORE와 계약 체결. 새로운 SNS 채널을 통해 우리 모습을 보여드릴게요!
— EUNHA SINB UMJI (@EHSBUJ_official) October 26, 2026
[SNS 링크] X: https://t.co/w8hwU5Bo7w
Além das imagens, a agência UNCORE – recém‑contratada pelo trio – divulgou que as três podem continuar promovendo atividades em grupo, porém ainda não há definição sobre o nome que será usado. A situação surge depois de um impasse legal com a antiga agência, a Big Planet Made Entertainment, que ainda detém os direitos sobre a marca VIVIZ.
Como chegamos aqui
Para entender a importância desse movimento, é preciso revisitar a trajetória das três artistas. Todas começaram suas carreiras como membros do grupo feminino GFRIEND, que estreou em 2015 sob a gestão da Source Music. GFRIEND rapidamente se destacou por suas coreografias sincronizadas e vocais poderosos, conquistando um público fiel tanto na Coreia do Sul quanto internacionalmente.
Em 2022, após a dissolução de GFRIEND, Eunha, SinB e Umji ressurgiram como VIVIZ, um trio sob a bandeira da Big Planet Made Entertainment. O novo projeto trouxe um som mais maduro e experimental, com singles como "Beam of Light" e "Blue Moon" que foram bem recebidos nas paradas digitais. No entanto, em 2025, surgiram divergências contratuais que culminaram na rescisão do contrato com a Big Planet Made. O motivo oficial foi a disputa sobre os direitos de uso da marca VIVIZ, que ainda está em negociação.
Com a saída da agência, as integrantes buscaram apoio de outras empresas e encontraram na UNCORE uma proposta que inclui liberdade criativa e suporte para expandir sua presença digital. A UNCORE, embora ainda relativamente nova no cenário K‑pop, tem investido pesado em estratégias de mídia social, o que explica a ênfase no lançamento simultâneo de múltiplas contas oficiais.
O que vem depois
O futuro imediato das três está repleto de incógnitas, mas alguns caminhos são plausíveis. Primeiro, a continuidade das promoções como trio parece quase certa, já que a UNCORE prometeu “continuar as atividades em grupo”. Caso o impasse com a Big Planet Made seja resolvido, poderemos ver o retorno ao nome VIVIZ, o que seria um grande alívio para os fãs que ainda associam o trio a essa identidade.
Entretanto, se a disputa permanecer, a UNCORE pode optar por um rebranding completo, criando um nome que reflita a nova fase digital e internacional da formação. Essa estratégia tem vantagens claras: permite à agência construir uma marca própria, livre de litígios, e ainda capitalizar o hype gerado pelas fotos de perfil e pelos novos perfis nas redes.
Além da questão do nome, a expansão para plataformas como X e TikTok indica que a UNCORE pretende explorar formatos de conteúdo mais curtos e virais, como challenges de dança, behind‑the‑scenes e interações ao vivo com fãs. Esse movimento pode atrair um público mais jovem, que consome música e entretenimento principalmente através de vídeos curtos.
Por outro lado, há riscos. A saturação de conteúdo nas redes sociais pode diluir a identidade artística do trio, tornando‑as mais “influenciadoras” do que cantoras. Também há a possibilidade de que a disputa legal atrase lançamentos de músicas ou vídeos oficiais, gerando frustração entre a base de fãs.
Onde isso pode dar
O cenário que se desenha é um clássico dilema entre liberdade criativa e estabilidade de marca. Abaixo, listamos alguns prós e contras que podem definir o rumo de Eunha, SinB e Umji nos próximos meses:
- Pró: Controle total sobre conteúdo nas novas redes, permitindo experimentação sem a burocracia de uma grande agência.
- Pró: Possibilidade de criar um novo nome que una a história de GFRIEND e VIVIZ, reforçando a narrativa de resiliência.
- Contra: Perda de reconhecimento imediato caso abandonem o nome VIVIZ, exigindo esforço extra de branding.
- Contra: Risco de conflitos legais prolongados que podem impedir lançamentos de músicas ou videoclipes.
Em minha opinião, a aposta da UNCORE pode ser um divisor de águas para o trio. Se bem executada, a estratégia de rebrand e foco em plataformas digitais pode posicionar Eunha, SinB e Umji como pioneiras de um novo modelo de idol que equilibra música e presença online. Contudo, o sucesso dependerá da rapidez com que a disputa de nome for resolvida e da capacidade da agência de transformar seguidores digitais em consumidores de música.
Para os fãs, o melhor caminho agora é apoiar as novas contas, compartilhar o conteúdo e, sobretudo, manter a esperança de que o trio volte ao palco com um nome que faça jus ao legado que construíram desde 2015.


