TL;DR: Elta: Defy All Gods chega em 2027 com combate livre, habilidades mágicas e exploração vertical, mas ainda não tem a refinada apresentação de God of War Ragnarok. A demo estreia em 1 de outubro, então dá um tempo para testar antes de decidir.
Elta: Defy All Gods – o que a gente sabe?
O novo título da Afterburner Studios, publicado pela Focus Entertainment, foi revelado no Opening Night Live. O jogo é um action‑platformer de ficção‑científica e fantasia, programado para o início de 2027 nas plataformas PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC via steam. O protagonista, Victim, é um monge guerreiro em busca da divindade perdida Elta, e a história gira em torno de restaurar o poder desse deus para salvar sua civilização.
Combatendo com um sistema de melee livre combinado a habilidades mágicas, Victim evolui ao longo da jornada, ganhando novas técnicas de artes marciais e feitiços que ampliam o leque de opções. Cada área do mapa contém locais secretos que exigem o uso criativo das habilidades de travessia recém‑adquiridas.
Ian Cofino, co‑fundador e diretor de jogo da Afterburner, prometeu que o título eleva tudo que aprenderam sobre “peso do combate”, “satisfação do gamefeel” e “ação fluida”. A demo pública está marcada para 1 de outubro, disponível nas três plataformas.
God of War Ragnarok – o padrão ouro da ação?
Desde seu lançamento, God of War Ragnarok tem sido referência em combate coreografado, narrativa épica e produção cinematográfica. Kratos e Atreus continuam a evoluir em um cenário nórdico repleto de deuses, monstros e puzzles ambientais. O sistema de armas e habilidades é profundo, mas ainda guiado por um design que privilegia momentos de peso e impacto.
Embora não ofereça a mesma liberdade de exploração vertical de um platformer puro, o jogo compensa com sequências de combate intensas, transições suaves entre ataque e defesa, e um storytelling que prende até o último frame.
Horizon Forbidden West – ação e mundo aberto em sintonia
O universo de Aloy em Horizon Forbidden West mistura tiro‑ação com exploração de mundo aberto, oferecendo um arsenal de armas tecnológicas e habilidades de caça. A navegação vertical é facilitada por um conjunto de ferramentas de escalada e planadores, lembrando a proposta de travessia de Elta, porém com foco maior em combate à distância.
O jogo também se destaca pela riqueza visual e pela narrativa ambiental que conta a história de um futuro pós‑apocalíptico dominado por máquinas.
Darksiders III – a mistura de hack‑and‑slash e puzzles
Como parte da trilogia Darksiders, Darksiders III entrega combate rápido, combos de armas e magia, além de puzzles que exigem uso de habilidades específicas para avançar. A estrutura de níveis lembra a de um platformer, com áreas secretas que recompensam a exploração.
Embora o título seja mais antigo, ainda serve como referência para quem curte ação combinada com resolução de enigmas, algo que Elta pretende expandir.
Bayonetta 3 – estilo exagerado e magia ao extremo
Bayonetta, a bruxa de ação estilizada, traz um combate que mistura armas de fogo, feitiços e movimentos acrobáticos. O ritmo frenético e a estética exagerada criam uma experiência única, mas menos focada em exploração vertical e mais em combos rápidos.
Se a proposta de Elta for entregar um combate livre com magia, Bayonetta já mostrou como fazer isso de forma exagerada e divertida.
| Aspecto | Elta: Defy All Gods | God of War Ragnarok | Horizon Forbidden West | Darksiders III | Bayonetta 3 |
|---|---|---|---|---|---|
| Gênero principal | Action‑platformer sci‑fantasy | Action‑adventure | open‑world action‑RPG | Hack‑and‑slash, puzzles | Action‑hack‑and‑slash |
| Combate | Melee livre + magia, evolução de habilidades | Armas pesadas, bloqueio, contra‑ataques | Tiro, habilidades de caça, armas tecnológicas | Combos de armas + feitiços | Combo frenético, armas e feitiços |
| Exploração vertical | Alta – habilidades de travessia evolutivas | Moderada – áreas em 3D, mas focado no combate | Alta – planadores e escalada | Moderada – níveis lineares com segredos | Baixa – foco no arena |
| Narrativa | Busca de divindade perdida, mitologia própria | Mitologia nórdica, drama familiar | Futuro pós‑apocalíptico, máquinas | Apocalipse, quatro cavaleiros | Conspiração sobrenatural, humor negro |
| Plataformas | PS5, xbox series x|s, PC (Steam) | PS5, PS4 | PS5, PS4, PC | PS4, Xbox One, PC | Switch, PC |
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Se você curte combate livre que mistura espada e feitiço, Elta parece a escolha mais alinhada. A promessa de habilidades que evoluem e áreas secretas que exigem criatividade lembra o que há de melhor em Darksiders III, mas com uma estética sci‑fantasy mais fresca.
Para quem busca narrativa cinematográfica e momentos de peso brutal, God of War Ragnarok ainda lidera. A produção da Sony entrega diálogos, cenas e direção de arte que ainda não foram confirmados para Elta.
Se a sua praia é mundo aberto e exploração de biomas variados, Horizon Forbidden West oferece a maior variedade de ambientes e fauna mecânica, algo que Elta ainda não revelou.
Os fãs de combos exagerados e humor ácido vão achar Bayonetta 3 mais divertido, já que a proposta de Elta parece mais séria e focada em mitologia.
Em resumo, Elta pode ser a escolha ideal para quem quer experimentar um novo universo de ação‑platformer que ainda está em fase de desenvolvimento, enquanto os demais títulos já entregam experiências polidas.
O que falta saber
A data de lançamento oficial ainda é “início de 2027”, sem um mês definido. A demo de 1 de outubro será a primeira oportunidade de sentir o peso do combate e testar a curva de aprendizado das habilidades de Victim. Até lá, a comunidade continua especulando sobre a profundidade da história, a quantidade de finais alternativos e o suporte pós‑lançamento (DLCs, expansões, etc.).
Fique de olho nos canais oficiais da Focus Entertainment e da Afterburner Studios para atualizações de trailers, entrevistas e possíveis parcerias de cross‑play. Enquanto isso, vale conferir a demo e comparar com as opções já citadas – a escolha final dependerá do que você prioriza: liberdade de combate, narrativa épica ou exploração de mundo aberto.


