EA renova marca ultima enquanto Richard Garriott prepara jogada de mestre
TL;DR: A Electronic Arts (EA) registrou novos trademarks para a franquia Ultima e, ao mesmo tempo, o criador Richard "Lord British" Garriott está se preparando para recuperar o copyright em 2027, quando a lei de direitos autorais dos EUA permite a retomada.
Se você ainda acha que Ultima está morto há oito anos, talvez seja hora de repensar. A série, que deu origem ao RPG de mundo aberto mais influente da história, acabou de ganhar um sinal de vida: a EA, que detém a marca desde 1992, acabou de renovar o trademark nos EUA. Enquanto isso, Garriott – o cérebro por trás de Ultima VII e Ultima Online – está se preparando para usar a brecha de 35 anos da lei de copyright e assumir novamente os direitos sobre o código e os assets originais. O que isso significa? Vamos destrinchar em uma lista de motivos que todo nerd deve ficar de olho.
5 razões para ficar de olho na volta de Ultima
- Renovação do trademark pela EA – A empresa registrou novos marcos para "Ultima" no USPTO, o que indica que ainda tem interesse comercial na marca. Mesmo que o nome continue sob controle da EA, a renovação abre espaço para negociações ou, no pior caso, disputas judiciais que podem gerar muita mídia.
- Direito de copyright volta ao criador em 2027 – Nos EUA, o autor pode reivindicar novamente a obra após 35 anos. Como a EA comprou os direitos em 1992, Garriott tem o calendário pronto: 2027.
- Possível renascimento da série – Garriott já tentou reviver Ultima várias vezes, mas a EA sempre recuou. Agora ele tem o respaldo legal e pode lançar um novo título independente, talvez sob o selo "Lord British's Ultima".
- Impacto no mercado de RPGs retro – Se o retorno acontecer, pode inspirar outras franquias clássicas a buscar direitos autorais perdidos, criando um efeito dominó de revivals nostálgicos.
- dragon con como palco de anúncios – Garriott prometeu falar mais sobre o plano na Dragon Con 2026. Eventos como esse costumam ser palco de spoilers e teasers, então vale a pena acompanhar as transmissões ao vivo.
Além desses pontos, vale lembrar que a diferença entre copyright e trademark ainda pode limitar o que Garriott pode chamar de "Ultima". Ele pode usar o código e os elementos visuais, mas o nome ainda pertence à EA. Uma solução possível seria lançar o jogo sob um título alternativo, mas mantendo a essência que definiu a série: exploração, moralidade e um mundo aberto que reage às suas escolhas.
Como a lei de copyright dos EUA funciona no caso de Ultima
Nos Estados Unidos, o autor ou seus herdeiros podem reivindicar o copyright de uma obra após 35 anos de sua primeira publicação, desde que o autor não tenha transferido o direito de forma permanente. A EA adquiriu os direitos de Ultima em 1992, então o relógio marca 2027 como o ano em que Garriott pode legalmente solicitar a devolução. O processo envolve:
- Petição ao Copyright Office com prova de autoria original.
- Demonstrar que a obra ainda está em uso ou que o titular atual (EA) não está exercendo os direitos de forma ativa.
- Possível negociação de royalties ou licenças caso a EA queira manter algum controle sobre a marca.
Se tudo correr bem, Garriott terá total liberdade para distribuir, adaptar ou licenciar o código-fonte e os assets originais, mas ainda precisará contornar a questão da marca registrada.
O que pode mudar no futuro dos jogos de RPG
Um retorno de Ultima pode redefinir o padrão dos RPGs de mundo aberto. A série sempre foi pioneira em sistemas de moralidade dinâmica – lembre daquele momento em que você matou um aldeão e o vilarejo inteiro virou inimigo. Se Garriott conseguir lançar um título moderno, ele pode combinar a nostalgia com mecânicas de IA avançada, talvez até usar tecnologia de geração procedural para criar mundos ainda maiores.
Além disso, a disputa entre copyright e trademark pode servir de precedente para outras franquias antigas, como System Shock ou Wing Commander, que também têm direitos fragmentados entre diferentes empresas.
Datas e o que vem depois
Até o momento, as datas oficiais ainda não foram confirmadas, mas alguns marcos já estão no radar:
- 2026 – Anúncio oficial na Dragon Con (data exata ainda não confirmada).
- 2027 – Possível reivindicação de copyright por Garriott.
- 2028 – Expectativa de um protótipo ou demo, caso as negociações com a EA avancem.
Fique de olho nos canais oficiais da EA, nas redes sociais de Richard Garriott e nas coberturas da pc gamer e inside games. Cada detalhe pode indicar se estamos prestes a ver um novo Ultima ou apenas um spin‑off com outro nome.
O ranking pode mudar
Nos próximos meses, a comunidade geek vai acompanhar de perto:
- Reações de fãs veteranos nas redes (Twitter, Reddit, Discord).
- Possíveis leaks de screenshots ou trailers.
- Debates jurídicos sobre a validade da marca vs. copyright.
Se a história se desenrolar como esperamos, o ranking de expectativas para revivals de franquias clássicas pode subir drasticamente, colocando Ultima ao lado de projetos como Star Wars: Knights of the Old Republic ou Final Fantasy VII Remake.
O veredito
Em resumo, a renovação do trademark pela EA e a iminente recuperação de copyright por Garriott criam um cenário intrigante. Ainda não sabemos se o próximo título será chamado "Ultima" ou algo totalmente novo, mas a possibilidade de reviver a série original – com o mesmo criador no comando – é um convite irresistível para quem curte RPGs profundos e cheios de história. Enquanto isso, mantenha o radar ligado, porque a próxima grande jogada pode acontecer a qualquer momento.


