Drunken Rogue, o novo roguelike da 2.6 Billion Years Studio publicado pela Waku Waku Games, estreou no steam em 21 de agosto com 97% de aprovação baseada em 81 reviews. A premissa é simples e genial: você controla Lita, uma ladra bêbada que fica mais forte quanto mais bebe, mas alucina o cachorro como demônio se exagerar. Tem demo grátis com duas dungeons e versão de switch a caminho.
5 motivos para encarar a dungeon com uma garrafa na mão
- Embriaguez como power-up real, não só flavor text. Diferente da maioria dos jogos onde beber é só cosmetic ou debuff, aqui a intoxicação aumenta stats e desbloqueia habilidades que sóbrio você não consegue usar. O trade-off é real: beba demais e o fiel cão Odysseus vira um demônio alucinatório que ataca você. A loja do Steam até avisa "beba com responsabilidade" — e não é piada.
- O sistema "implementar vs postergar" transforma procrastinação em estratégia. Cada encontro — armadilha, monstro, baú trancado — oferece duas opções: resolver agora ("implementar") com base nos seus stats atuais, ou deixar para depois ("postergar"). O jogo mostra a chance de sucesso antes de você decidir. Postergar aumenta o perigo depois, mas também a recompensa. É gestão de risco pura com um botão de "deixo pra amanhã".
- Duas protagonistas com playstyles radicalmente diferentes. Lita começa sozinha caçando a coleção de vinhos do Endo, o Vampiro da Ruína. Conforme avança, a própria Endo vira jogável e muda completamente a dinâmica — não é só skin swap, as mecânicas de embriaguez e postergar funcionam de forma distinta para cada uma. Dois runs completos por preço de um.
- Demo generosa e preço de lançamento com 20% de desconto. A versão de teste cobre as duas primeiras dungeons completas, tempo suficiente para viciar na loop de "bebe, explode, aprende, repete". O jogo completo saiu por menos de R$ 30 na promoção de lançamento. Se curtir o estilo, o bundle "Booze-Soaked, Debt-Ridden Roguelite Bundle" leva junto Lazy Witch's Factory da MELTCLOCK (early access, saiu no mesmo dia) por preço camarada.
- Humor seco japonês que não se leva a sério — e isso é elogio. O estúdio 2.6 Billion Years Studio (sim, 2,6 bilhões de anos) entende o absurdo da premissa. Os diálogos, as descrições de itens, até as mensagens de game over têm aquele timing de comédia de anime onde a piada é o quão sério o personagem leva a própria desgraça. Funciona muito melhor em português do Brasil do que muita localização "oficial" por aí.
O que vem por aí e vale ficar de olho
A versão de Nintendo Switch foi confirmada mas ainda sem data — histórico da Waku Waku Games sugere port rápido, já que o motor é leve e roda em batata. O roadmap pós-lançamento não foi detalhado, mas roguelites desse porte costumam receber novos personagens, dungeons e mutators nos primeiros seis meses. A comunidade no Steam já está catalogando seeds quebradas e speedrun strats baseadas em "speedrun bêbado" (sim, é categoria).
Se você curte Slay the Spire encontra Darkest Dungeon com estética anime e mecânica de "segura minha cerveja", Drunken Rogue entrega. A demo é grátis, o risco é zero e o pior que acontece é você rir da alucinação do cachorro. Bora testar?


