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Dororo (2019): O que fez a série superar o mangá de 1967

· · 4 min de leitura
Jovem em roupa de treino faz flexão ao fundo de pôster da série Dororo, com garrafa d'água e halteres ao lado
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O anime Dororo (2019) finalmente completou a história iniciada em 1967, entregando uma trama sombria que ainda hoje gera discussões entre críticos e fãs.

Fato

O mangá Dororo começou a ser publicado em 27 de agosto de 1967, sob a autoria de Osamu Tezuka, o "pai do mangá". A obra foi encerrada prematuramente em julho de 1968, antes de concluir sua narrativa. A primeira adaptação em anime, produzida na década de 1960, também não conseguiu contar a história completa. Em 2019, MAPPA e Tezuka Productions lançaram uma nova série de 24 episódios, que, pela primeira vez, abordou integralmente o arco original.

A série acompanha Hyakkimaru, um bebê que teve seus membros e órgãos vendidos a demônios por seu pai em troca de prosperidade. Sobrevivendo graças a próteses mecânicas equipadas com armas, Hyakkimaru parte em busca dos demônios para recuperar sua humanidade. Ao seu lado está Dororo, um garoto órfão que se torna seu parceiro de jornada.

Contexto: por que importa

Embora a indústria de anime tenha evoluído tecnicamente — com animações em alta definição, trilhas sonoras orquestradas e CGI avançado — a força de uma história atemporal ainda é o critério que separa obras memoráveis de modismos passageiros. Dororo exemplifica isso ao combinar:

  • Temas existenciais: a busca por identidade, a perda de humanidade e o preço da ambição.
  • Ambientação histórica: o Japão feudal, com seus mitos e demônios, serve de pano de fundo para reflexões modernas.
  • Personagens complexos: Hyakkimaru evolui de um guerreiro impassível para alguém que compreende a crueldade humana, enquanto Dororo oferece a inocência necessária para equilibrar a narrativa.

Esses elementos tornam o anime relevante não apenas como entretenimento, mas como estudo de moralidade dentro da cultura pop. Além disso, a conclusão da história — algo que o mangá original nunca conseguiu — oferece um fechamento que fãs de longa data aguardavam há mais de meio século.

Reação dos fãs/mercado

Ao ser lançada, a série recebeu críticas amplamente positivas de publicações especializadas e comunidades online. O consenso destaca a capacidade da adaptação de Dororo de equilibrar ação visceral com reflexões filosóficas, algo raro em produções de 24 episódios.

Nas redes sociais, hashtags como #Dororo2019 e #Hyakkimaru ganharam tração, com fãs comparando a jornada do protagonista a outras obras de dark fantasy como Attack on Titan e Berserk. Comentários recorrentes incluem:

"Finalmente conseguimos ver o fim que o mangá prometeu, mas com a qualidade visual que só a animação moderna pode oferecer."

Do ponto de vista comercial, a série ajudou a impulsionar o catálogo da MAPPA e reforçou a parceria com Tezuka Productions, mostrando que adaptações de obras clássicas podem ser rentáveis quando tratadas com respeito ao material original.

O que esperar

Com a conclusão de Dororo, a expectativa agora recai sobre dois caminhos principais:

  1. reimpressões e edições especiais: editoras de mangá podem lançar versões remasterizadas do original, incluindo cenas que foram omitidas na primeira publicação.
  2. Novas adaptações de obras clássicas: o sucesso de Dororo pode incentivar estúdios a revisitar outros títulos dos anos 60 e 70 que nunca tiveram uma adaptação completa.

Além disso, a série abriu espaço para discussões acadêmicas sobre a representação da deficiência e da tecnologia na cultura japonesa, tema que ainda carece de aprofundamento nos círculos de crítica.

O que falta saber

Embora a adaptação de 2019 tenha encerrado o arco principal, ainda há perguntas sem resposta que podem gerar novos projetos. Por exemplo, a origem dos demônios que venderam os órgãos de Hyakkimaru permanece apenas insinuada, deixando margem para spin‑offs ou histórias paralelas. Também não há confirmação oficial de um filme ou segunda temporada que explore o destino de Dororo após o final da série.

Para os fãs que desejam mergulhar ainda mais fundo, vale a pena acompanhar os anúncios da MAPPA e da Tezuka Productions nos próximos eventos de anime, como a Anime Expo e a Comic‑Con de São Paulo, onde novidades sobre projetos futuros costumam ser reveladas.

Em resumo, Dororo (2019) não apenas cumpriu a promessa de um mangá interrompido, mas também estabeleceu um novo padrão para adaptações de obras clássicas, mostrando que, com a combinação certa de tecnologia e respeito narrativo, histórias de décadas passadas podem ainda surpreender o público contemporâneo.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre o mangá original de Dororo e a adaptação de 2019?
O mangá de 1967 foi cancelado antes de concluir a história, enquanto a série de 2019 contou todos os arcos, trouxe animação moderna e aprofundou temas como humanidade e poder.
Quem são os principais estúdios responsáveis pela versão de 2019?
A adaptação foi produzida pela MAPPA, conhecida por títulos como "Attack on Titan: The Final Season", em parceria com a Tezuka Productions, guardiã do legado de Osamu Tezuka.
Existe alguma continuação planejada para Dororo?
Até o momento não há confirmação oficial de segunda temporada ou filme, mas a popularidade da série deixa portas abertas para spin‑offs ou projetos futuros.
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