TL;DR: Doomquest #5 traz o Doutor Destino dentro do corpo da Mulher Invisível e revisita a famosa Galactus Trilogy, entregando humor, ação e cores impressionantes.
Fato
O quinto número da série Doomquest foi lançado recentemente e recebeu avaliação máxima (5 de 5). Escrita por Al Ewing e ilustrada por Francesco Mobili, a edição coloca Victor Von Doom — o Doutor Destino — dentro do corpo de Susan Storm, a Mulher Invisível, para enfrentar Galactus e o Surfista Prateado. A trama se baseia na icônica Galactus Trilogy dos Quarteto Fantástico, mas com um tom mais cômico e inesperado.
Contexto: por que importa
Doctor Doom tem sido um dos personagens mais explorados pela Marvel nos últimos anos, aparecendo em eventos como Avengers: Doomsday e One World Under Doom. A série Doomquest funciona como um experimento narrativo: Doom viaja no tempo para garantir o futuro de Latveria, mas acaba se envolvendo em momentos históricos da própria Marvel. Ao escolher a Galactus Trilogy — considerada o ápice da ficção científica dos anos 60 — Ewing arrisca transformar um dos momentos sagrados em algo leve, sem perder a reverência ao material original.
Para quem não está familiarizado, a Galactus Trilogy (publicada entre 1966 e 1967) introduziu o devorador de mundos Galactus e estabeleceu o conceito de ameaças cósmicas na Marvel. A série também definiu a dinâmica entre Reed Richards, Sue Storm, Johnny Storm e Ben Grimm, mostrando como a equipe lida com a escala universal.
Ao inserir Doom no corpo de Sue, a história cria um contraste hilário: o gênio tirânico tenta usar os poderes de invisibilidade e campos de força, enquanto mantém sua personalidade arrogante. Essa escolha também permite que o autor brinque com diálogos clássicos, como a famosa frase de Reed "Eu sempre vi o Victor como um colega equivocado".
Reação dos fãs/mercado
A recepção tem sido extremamente positiva. Críticos elogiam a capacidade de Ewing de equilibrar homenagem e originalidade, enquanto os leitores destacam a arte de Mobili e a paleta de cores de Frank D’Armata como pontos altos. Abaixo, alguns dos principais elogios que surgiram nas redes sociais e fóruns de quadrinhos:
- Humor inteligente: Muitos fãs apontam que a situação "Doom no corpo da Mulher Invisível" gera momentos cômicos inesperados, sem desrespeitar o legado da obra original.
- Referências visuais: O uso de painéis retirados de Fantastic Four #48 permite que os leitores reconheçam imediatamente o contexto histórico.
- Qualidade artística: A combinação de traços detalhados de Mobili com as cores vibrantes de D’Armata eleva a experiência visual, especialmente nas cenas de batalha contra Galactus.
Alguns críticos, porém, questionam se a abordagem mais leve poderia diluir a gravidade da ameaça cósmica. Ainda assim, a maioria concorda que a edição funciona como um "episódio de férias" dentro da cronologia maior, oferecendo diversão sem comprometer a continuidade.
O que esperar
Se a série continuar a usar a mecânica de viagem no tempo de Doom, podemos antecipar mais encontros com momentos marcantes da Marvel, como a primeira aparição dos X-Men ou a queda de Asgard. A fórmula — combinar um vilão icônico com um evento lendário — parece estar funcionando bem, e o sucesso de Doomquest #5 sugere que os leitores estão ansiosos por mais reinterpretações ousadas.
Além disso, a arte continuará a ser um ponto de destaque. Frank D’Armata tem demonstrado que sua técnica de coloração, que lembra lápis de cor de alta qualidade, realça o trabalho de Mobili, proporcionando contraste entre linhas precisas e tonalidades vivas. Espera‑se que futuras edições mantenham esse padrão visual.
Por fim, vale observar que a série ainda não chegou ao ponto de definir um grande arco final. Enquanto isso, cada número funciona como um mini‑evento, permitindo que novos leitores entrem a qualquer momento sem a necessidade de acompanhar toda a cronologia.
Para ficar no radar
• Data de lançamento: Doomquest #5 já está à venda nas lojas de quadrinhos e nas plataformas digitais da Marvel.
• Próximos números: Al Ewing confirmou que a série continuará a explorar outras eras da Marvel, embora ainda não tenha revelado quais serão.
• Impacto na linha editorial: O sucesso de Doomquest pode incentivar outras editoras a criar histórias que misturam reverência histórica com humor contemporâneo.
Em resumo, Doomquest #5 demonstra que revisitar clássicos não precisa ser sério demais; com escrita afiada e arte de qualidade, mesmo os momentos mais sagrados podem ganhar nova vida e divertir tanto veteranos quanto novatos.


