O Switch 2 finalmente vai receber o tratamento de ponta que merece?
A indústria de games adora um vazamento vindo de órgãos de classificação, e desta vez o alvo é um dos melhores jogos de ação da última década. devil may cry 5: Devil Hunter Edition — uma versão que promete trazer o aclamado hack 'n' slash da Capcom para o sucessor do nintendo switch — apareceu em registros oficiais e até em listagens de pré-venda na Suíça. Se a história se confirmar, estamos diante de um título que pode definir o padrão técnico da nova plataforma da Nintendo.
Não é segredo para ninguém que a Capcom domina a RE Engine, motor gráfico que faz milagres em diversos hardwares. Trazer Nero e Dante para um console portátil com poder de processamento atualizado não é apenas um movimento comercial inteligente, é uma declaração de intenções sobre o que o sucessor do Switch é capaz de entregar. Mas será que o hardware aguenta o tranco da jogabilidade frenética da série?
Por que Devil May Cry 5 no Switch 2 é um divisor de águas
- Prova de fogo para a RE Engine: O motor gráfico da Capcom é conhecido por ser extremamente otimizado, mas DMC 5 exige uma fluidez de 60 FPS inegociáveis. Ver esse jogo rodando bem no sucessor do Switch provaria que o novo console não sofre dos mesmos gargalos de CPU que limitaram o modelo atual.
- A lacuna dos jogos de ação de alto orçamento: O ecossistema da Nintendo é rico em exclusivos, mas carece de títulos de ação intensa com apelo mais maduro. A chegada de Devil May Cry 5 preenche uma lacuna histórica, atraindo um público que busca performance e estilo visual acima de tudo.
- O teste da portabilidade vs. performance: Jogar DMC 5 em qualquer lugar, com a qualidade da versão de console de mesa, seria o "santo graal" para os fãs de longa data. Se a Capcom conseguir manter a fidelidade visual sem sacrificar a taxa de quadros, o Switch 2 ganha um argumento de venda imbatível.
- A estratégia de catálogo da Capcom: A empresa japonesa tem o hábito de relançar seus sucessos em todas as plataformas possíveis. Se este port for um sucesso, podemos esperar que outros títulos pesados da companhia, como resident evil, sigam o mesmo caminho, fortalecendo a biblioteca do novo console.
- A expectativa pela "Devil Hunter Edition": O nome sugere algo a mais do que o jogo base. Se incluírem todos os conteúdos extras, modos de jogo e a possibilidade de jogar com Vergil de forma otimizada, o pacote se torna obrigatório para qualquer dono da futura plataforma da Nintendo.
A Capcom provou com a série Resident Evil que consegue adaptar jogos AAA para hardware limitado. No entanto, o ritmo de um Devil May Cry é muito mais punitivo para o processamento do que o terror cadenciado de um survival horror.
É importante manter os pés no chão. Até o momento, a Capcom não emitiu nenhum comunicado oficial confirmando o lançamento. Listagens de varejo, embora frequentes, podem ser erros de sistema ou placeholders colocados estrategicamente para medir o interesse do público. Ainda assim, a fumaça é densa demais para ignorarmos o fogo.
O que falta saber
- Performance técnica: Teremos modos de desempenho e qualidade ou uma experiência travada em 30 FPS?
- Data de lançamento: O título chegará junto com o console ou será um lançamento posterior para manter o fôlego das vendas?
- Conteúdo exclusivo: A "Devil Hunter Edition" trará algum bônus específico para os fãs da Nintendo, como trajes temáticos ou suporte a amiibos?
Se a Nintendo realmente pretende competir com o poder bruto dos consoles atuais, o suporte de third-parties como a Capcom é vital. Devil May Cry 5 não é apenas um jogo de 2019; é um benchmark de qualidade. Se ele rodar como deve, o sucessor do Switch já larga na frente no quesito versatilidade.


