O que aconteceu
A THQ Nordic — publisher conhecida por reviver franquias clássicas — lançou uma atualização de nova geração para Darksiders: Warmastered Edition, o remaster do primeiro título da saga de ação e aventura. No entanto, o que deveria ser uma celebração técnica transformou-se em uma dor de cabeça para a comunidade de consoles. Enquanto os donos de xbox Series X|S receberam o upgrade de forma gratuita, os jogadores que possuem a versão de PlayStation 4 foram surpreendidos com uma cobrança de 10 dólares para acessar as melhorias no PlayStation 5.
Essa nova versão promete ajustes específicos para o hardware atual, incluindo:
- Renderização em 4K nativo.
- Modo Foto para capturas de tela.
- Suporte completo aos recursos hápticos e gatilhos adaptáveis do controle dualsense.
Como chegamos aqui
A raiz dessa discrepância reside na estratégia de precificação da publisher. A THQ Nordic optou por manter o preço do jogo base no PlayStation 4 em 20 dólares, enquanto a versão de PS5 chega ao mercado custando 30 dólares. Para evitar que a versão de PS4 se tornasse uma forma de comprar o jogo mais barato e realizar o upgrade gratuito, a empresa impôs a taxa de 10 dólares para quem já possui o título.
No ecossistema Xbox, a lógica foi diferente: a empresa elevou o preço da versão de Xbox One para 30 dólares, igualando-a ao valor da edição de Xbox Series X|S. Com essa paridade de preços estabelecida na loja da Microsoft, o upgrade pôde ser oferecido sem custos adicionais aos proprietários do jogo original. É uma manobra contábil que ignora a experiência do usuário em prol de uma proteção de margem de lucro que, convenhamos, soa extremamente mesquinha em pleno 2026.
"Owners of the PlayStation 4 version of Darksiders Warmastered Edition can upgrade to the PlayStation 5 version for 9.99€. Players who own the Xbox One version will receive the upgrade to the Xbox Series X|S version free of charge." — Comunicado oficial da THQ Nordic.
O que causa mais estranheza é que Darksiders, embora seja um título de qualidade inegável, já carrega o peso dos anos. Mesmo com as melhorias visuais e o suporte ao DualSense, a estrutura de gameplay permanece datada. Cobrar qualquer valor extra por um jogo com quase duas décadas de história — mesmo que em uma versão remasterizada — é uma decisão que ignora o bom senso e a lealdade da base de fãs.
O que vem depois
Até o momento, a THQ Nordic não sinalizou qualquer intenção de recuar ou oferecer compensações aos jogadores de PlayStation. A empresa parece confortável em manter essa barreira de entrada, tratando o upgrade como uma nova transação comercial em vez de um serviço de fidelidade ao consumidor.
Para quem ainda não possui o jogo, a recomendação é clara: avalie se os benefícios técnicos valem o investimento de 30 dólares ou se a sua biblioteca de jogos pendentes já não é vasta o suficiente. Para os donos da versão de PS4, a pergunta que fica é se o suporte ao DualSense e o 4K nativo realmente justificam abrir a carteira novamente por um jogo que você provavelmente já finalizou.
O lado que ninguém está vendo
A verdade incômoda é que essa situação é um reflexo da falta de uma política unificada para upgrades de gerações passadas na indústria. Enquanto algumas empresas tratam a transição como um benefício natural, outras enxergam cada atualização como um produto novo, independentemente da idade do software.
- A aposta da redação: Esse tipo de prática tende a diminuir conforme os jogos de era PS3/Xbox 360 perdem apelo comercial, mas serve como um alerta sobre como a THQ Nordic enxerga o valor do seu catálogo antigo.
- O custo-benefício: Se você busca a experiência definitiva de Darksiders, talvez o melhor caminho seja ignorar este upgrade e guardar o dinheiro para o futuro Darksiders 4.
- A lição: Consumidores devem estar atentos aos termos de "upgrade" antes de investir em versões de gerações anteriores, pois a paridade entre plataformas, como visto aqui, está longe de ser uma regra.


