TL;DR: A série Daredevil terminou no Disney+ com a conclusão de Born Again. Ainda faltam três histórias marcantes dos quadrinhos – Typhoid Mary, Last Rites e a morte de Jean DeWolff – que podem ser exploradas no futuro do MCU.
O que aconteceu
Em 2024, a Marvel confirmou que a temporada final de Daredevil – Born Again – chegou ao seu último episódio no Disney+. Matt Murdock (Charlie Cox) encerrou seu arco de redenção, enfrentando Wilson Fisk (Vincent D'Onofrio) e superando um colapso pessoal que quase o destruiu. O final mostrou o advogado cego recuperando sua fé e sua prática jurídica, mas deixou espaço aberto para novas narrativas, já que o universo cinematográfico da Marvel (MCU) ainda não abordou alguns dos confrontos mais psicológicos da série.
Como chegamos aqui
Desde sua estreia em 2015, Daredevil se consolidou como um dos pilares da linha de séries da Marvel no Disney+. A produção trouxe a atmosfera sombria de Hell’s Kitchen e introduziu personagens como o Punisher (Jon Bernthal), a deusa da justiça Wilson Fisk e a complexa rede de aliados e inimigos que moldaram o personagem nos quadrinhos. Contudo, apesar da riqueza do material original, três arcos principais ainda não foram adaptados:
- Typhoid Mary Saga (Daredevil #254‑260) – Uma das vilãs mais perturbadoras, capaz de atacar tanto física quanto psicologicamente.
- Last Rites (Daredevil #297‑300) – Um relato pós‑Kingpin que explora as consequências emocionais de Matt após sua derrota.
- The Death of Jean DeWolff (Daredevil #178‑184) – Um confronto moral entre Daredevil e o Punisher, centrado na justiça processual versus justiça sumária.
Essas histórias foram escolhidas porque aprofundam o tema central de Daredevil: a luta entre fé, lei e moralidade. Cada uma oferece um ângulo diferente que o MCU ainda não explorou.
Typhoid Mary Saga – O ponto de ruptura emocional
Publicada entre 1998 e 1999, a saga introduz Mary Walker, conhecida como Typhoid Mary, uma assassina com múltiplas personalidades e habilidades psíquicas. Wilson Fisk a contrata para destruir Matt, mas sua abordagem vai além da violência física. Mary manipula os medos religiosos de Matt, coloca em xeque sua culpa católica e desafia sua percepção de identidade. A série Iron Fist já trouxe a personagem Mary Walker, mas nunca abordou a versão psicótica de Typhoid Mary. Uma adaptação no MCU poderia usar a sensibilidade sensorial de Matt para criar sequências de ação onde seus sentidos são tanto vantagem quanto vulnerabilidade.
Last Rites – As cicatrizes do Kingpin
Depois da derrota de Wilson Fisk em Born Again, Last Rites examina o que acontece quando o vilão perde tudo. Matt sobrevive, mas ainda carrega a raiva e o trauma de ter seu mundo destruído. A história conecta a narrativa de Typhoid Mary ao arco de Born Again», criando um panorama onde Matt lida com a culpa e a necessidade de reconstruir sua vida. Essa trama se encaixa perfeitamente na fase pós‑crise do MCU, permitindo que a série explore o “after‑life” de um herói, algo ainda raro nas produções da Marvel.
The Death of Jean DeWolff – Justiça em conflito
Nos números #178‑184, Daredevil investiga o assassinato da capitã da polícia Jean DeWolff. Enquanto Matt segue o devido processo, o Punisher (Frank Castle) busca vingança imediata. O confronto coloca em evidência duas filosofias de justiça: o devido processo legal versus a justiça sumária. O MCU já tem a química estabelecida entre Daredevil e Punisher, mas nunca explorou um caso onde ambos disputam a mesma investigação criminal. Adaptar esse arco poderia gerar um drama intenso, mostrando Matt preso entre seu juramento à lei e a necessidade de proteger a cidade de ameaças que o sistema não consegue conter.
O que vem depois
Com a série encerrada, a Marvel tem duas opções claras para continuar a jornada de Matt Murdock:
- Incluir uma minissérie ou filme focado em Typhoid Mary, aproveitando o potencial visual das múltiplas personalidades e das sequências sensoriais.
- Desenvolver um spin‑off que combine Last Rites e The Death of Jean DeWolff, criando um arco de “consequências” que explore a moralidade de Matt pós‑Kingpin.
Ambas as abordagens serviriam para expandir o universo da Marvel em direção a narrativas mais maduras e psicológicas, alinhando‑se com a tendência de séries como Moon Knight e Ms. Marvel, que já mergulham em conflitos internos dos personagens. Além disso, a presença de Frank Castle no MCU abre portas para crossovers com outras séries da fase 5, como Secret Invasion ou Thunderbolts, onde a questão da justiça pode ser revisitada em escala maior.
Para ficar no radar
Os fãs que acompanham o MCU devem observar anúncios oficiais da Marvel Studios nos eventos como a Comic‑Con de San Diego ou a D23. A presença de Charlie Cox e Vincent D'Onofrio em futuros trailers pode indicar a continuidade desses arcos. Enquanto isso, a série Daredevil permanece disponível no Disney+, permitindo que novos espectadores descubram a base antes de qualquer expansão.
Marvel’s Daredevil: Born Again Officially Over at Disney+ and It’s the End of an Era for the MCU


