TL;DR: Dandelion mistura humor ácido com drama sobrenatural, mas seu ritmo arrasta e o final parece forçado, deixando a série aquém do potencial.
Qual é a premissa de Dandelion e por que ela parece promissora?
O anime se passa no Departamento de Despedida da Federação Angelical Japonesa, onde os anjos Tetsuo Tanba e Misaki Kurogane caçam espíritos presos na Terra. A ideia de tratar anjos como cobradores de dívida, com humor negro e críticas ao ambiente corporativo, lembra muito Gintama e promete um frescor inesperado.
Como o humor de Dandelion se compara ao de Gintama?
O roteiro, assinado por Yōsuke Suzuki, aposta em piadas rápidas, trocadilhos e situações absurdas – como um velho espírito correndo desesperado para fugir da coleta. Em alguns momentos, a série consegue capturar a mesma irreverência de Gintama, sobretudo nas interações entre Tanba (um “Hijikata” mais relaxado) e Misaki (uma Rukia travessa).
Quais são os pontos fortes da série?
- Personagens carismáticos: Tanba, Misaki e o novo integrante Masaki Kyouga formam um trio que evolui de simples colegas para uma equipe com química genuína.
- trilha sonora: Yūki Hayashi, conhecido por My Hero Academia, entrega músicas que elevam os momentos emotivos, incluindo um ending pop que combina perfeitamente com a estética da série.
- Momentos emocionais: Episódios como o quarto, que mostra um anjo visitando um espírito que só ele lembra, revelam profundidade e sensibilidade raras em comédias de ação.
Onde Dandelion começa a falhar?
O principal problema aparece na segunda metade: o arco narrativo se estende demais, introduzindo um demônio corporativo e um mecânico gigante que lembram clichês de Avengers e Ghostbusters. Essa mudança de tom faz a série perder o foco nos personagens e nas histórias curtas que eram seu ponto forte.
A animação e direção de arte são adequadas ao estilo?
Visualmente, a animação é funcional. Não há grandes inovações, mas o uso de iluminação mais nítida nas cenas noturnas destaca a atmosfera de “empresa celestial”. Os designs de Ai Asari mantêm a essência dos personagens de Sorachi, garantindo expressões faciais exageradas que sustentam o humor.
Vale a pena maratonar Dandelion?
Se você gosta de humor ácido, referências a Gintama e não se importa com um ritmo que se arrasta em alguns episódios, Dandelion pode ser uma boa escolha para sessões curtas. Contudo, quem busca uma trama coesa e um clímax que realmente recompense o investimento emocional pode se sentir decepcionado.
Onde isso pode dar?
Apesar das falhas, Dandelion tem potencial para melhorar se receber uma segunda temporada que recorte o excesso de “mech‑battle” e retome o formato de histórias autônomas. Uma abordagem mais focada nos dilemas dos espíritos e menos em ameaças globais poderia transformar a série em um verdadeiro cult clássico.


