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Criterion: Battlefield Studio – O que isso significa para Need for Speed?

· · 5 min de leitura
Jovem correndo na esteira, óculos VR e controle de videogame exibindo a logo da Need for Speed
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TL;DR: A EA renomeou a Criterion como battlefield Studio, concentrando seus esforços na série Battlefield, mas ainda deixa a porta aberta para um possível retorno ao need for speed.

O que aconteceu

Na última semana, a EA comemorou o 30º aniversário da Criterion ao rebatizar o estúdio como Criterion: A Battlefield Studio. Essa mudança oficializa o que já vinha acontecendo nos bastidores: a equipe, famosa por burnout e pelos últimos títulos da série Need for Speed, agora faz parte de um quadrado de quatro estúdios dedicados exclusivamente ao novo impulso da franquia Battlefield. A decisão não foi inesperada, já que a Criterion colabora com a série desde Battlefield 1 (2015), mas o novo nome sinaliza o fim de projetos paralelos.

Durante a Develop Conference em Brighton, o jornalista Julian Benson questionou a própria natureza da criatividade da Criterion ao ser “encurralada” por um briefing cada vez mais restrito. Danny Isaac, senior producer da Criterion, respondeu que, embora a ideia de um jogo de dinossauros tenha surgido várias vezes, a equipe está focada em “liberdade dentro de um briefing apertado”. Ele destacou oportunidades em áreas como Portal (modo de criação de conteúdo), multiplayer, campanha single‑player e até experimentos como o modo battle‑royale RedSEC.

A diretora de operações, Amy Pejic, reforçou que a estratégia da EA não visa homogeneizar os quatro estúdios, mas sim aproveitar as singularidades de cada um. “Consistência não é conformidade”, afirmou, indicando que a Criterion ainda pode manter sua identidade, mesmo sob a bandeira de Battlefield.

Como chegamos aqui

Para entender o impacto desta reestruturação, é preciso recuar à história da Criterion. Fundada em 1993, a empresa ganhou notoriedade com Burnout, um título que redefiniu corridas arcade com destruição exagerada. Nos anos 2000, a EA adquiriu a Criterion, integrando‑a ao seu portfólio de franquias de corrida e, mais tarde, à série Need for Speed. A partir de 2015, a Criterion começou a colaborar com Battlefield 1, trazendo sua expertise em física e design de níveis para o universo militar.

Esse cruzamento de competências culminou em Battlefield V (2018) e, mais recentemente, no reboot de star wars: Battlefront. Cada projeto mostrou que a Criterion consegue transitar entre estilos muito diferentes, mas também gerou dúvidas sobre onde a criatividade da equipe realmente floresce. A mudança para “Battlefield Studio” pode ser vista como um movimento estratégico da EA para consolidar recursos e garantir que a série flagship receba atenção total, especialmente diante da concorrência acirrada de shooters como call of duty e apex legends.

Entretanto, a própria declaração de Danny Isaac – “a liberdade dentro de um briefing apertado” – sugere que restrições podem, paradoxalmente, impulsionar inovação. O conceito de “constrained creativity” tem sido adotado por estúdios que buscam focar energia criativa em um escopo bem definido, evitando a dispersão que costuma comprometer projetos de grande escala.

O que vem depois

O futuro da Criterion, agora oficialmente voltada para Battlefield, ainda tem pontos de interrogação. Primeiro, a questão de quando – e se – a EA decidirá reviver um novo título da franquia Need for Speed. Danny Isaac não descartou a possibilidade, citando a frase “never say never”. Se houver um retorno, provavelmente será em um horizonte de 3 a 5 anos, quando a EA desejar diversificar seu portfólio novamente.

Segundo, a capacidade criativa da Criterion dentro do universo Battlefield. A equipe já demonstrou talento ao criar modos como RedSEC e ao adaptar a mecânica de corrida de Burnout para mapas militares. Essa sinergia pode gerar inovações como veículos mais dinâmicos, ambientes destrutíveis de forma mais realista e até modos híbridos que misturam corrida e combate.

Por fim, a reação da comunidade. Fãs de Need for Speed expressam preocupação com o possível “fim” da série, enquanto jogadores de Battlefield esperam por melhorias substanciais. A EA tem o desafio de equilibrar expectativas, entregando um Battlefield que surpreenda sem abandonar a herança da Criterion.

Onde isso pode dar

Se a EA mantiver a Criterion focada exclusivamente em Battlefield, podemos esperar:

  • Atualizações mais frequentes e conteúdo pós‑lançamento robusto, similar ao modelo de serviço ao vivo adotado por fortnite.
  • Integração de ferramentas de criação de usuário (UGC) que permitam a comunidade gerar mapas e modos de jogo, ampliando a longevidade do título.
  • Possíveis experimentos de cross‑genre, como corridas de veículos militares dentro de mapas de grande escala.

Por outro lado, se a EA decidir reativar a franquia Need for Speed, a Criterion terá um histórico comprovado para entregar um título que combine estilo arcade com a tecnologia de última geração – algo que poderia revigorar a série e atrair novos jogadores.

Em última análise, a rebrand da Criterion como Battlefield Studio é um movimento de risco calculado. A EA aposta que a força da marca Battlefield, aliada à criatividade da Criterion, será suficiente para manter os jogadores engajados. Contudo, o verdadeiro teste será se a equipe consegue inovar dentro dos limites impostos – ou se, como Henry Ford disse, acabarão produzindo “qualquer cor, contanto que seja preto”.

A aposta da redação

Nosso veredicto: a mudança é tanto um sinal de foco quanto um alerta de que a criatividade pode ser comprimida. Se a EA conseguir equilibrar liberdade criativa com a necessidade de entregar um Battlefield de alta qualidade, a decisão pode ser vencedora. Mas se a restrição se tornar um obstáculo, os fãs de Need for Speed podem ficar à espera de um retorno que talvez nunca venha.

“Consistência não é conformidade”, disse Amy Pejic – e será esse o mantra que guiará a Criterion nos próximos anos.

FAQ

  • Quando a Criterion pode voltar a trabalhar em Need for Speed? Ainda não há data oficial; a equipe deixou a porta aberta, mas o foco atual é Battlefield.
  • Quais são as principais áreas de atuação da Criterion dentro de Battlefield? Desenvolvimento de mapas, modos de jogo (como RedSEC), criação de conteúdo gerado por usuários e suporte a campanhas single‑player.
  • Essa mudança afeta os fãs de Burnout? O Burnout foi encerrado há alguns anos, mas a expertise da Criterion em corridas ainda pode influenciar futuros projetos da EA.
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