Jogadores de Call of Duty: Black Ops (2010) descobriram que um glitch de experiência (XP) ainda funciona nas versões para PS4 e PS5, permitindo subir de nível instantaneamente e atrapalhando partidas.
Glitch ainda ativo: o que acontece?
Após o lançamento stealth da Call of Duty: Black Ops 1 e Black Ops 2 nas plataformas playstation, os títulos chegaram ao topo das listas de vendas da PlayStation Store. Contudo, as ports são réplicas exatas dos lançamentos originais, sem correções de bugs. O problema mais notório é o "glitch de XP" nos modos de ground war e, gradualmente, em outros modos multijogador.
O exploit permite que o jogador morra intencionalmente para ganhar rapidamente pontos de experiência, atingindo o nível máximo em poucos minutos. Quando múltiplos usuários utilizam a falha na mesma lobby, a partida se torna praticamente inutilizável para quem busca uma experiência competitiva.
- O glitch foi identificado em 13 de julho de 2026 por usuários do Twitter.
- Afeta principalmente as lobbies de Ground War, mas está se espalhando para outros modos.
- Não há indicação de que a Activision tenha planejado corrigir o problema nas versões atuais.
Contexto: por que importa?
O título original já sofria com hackers e exploits nas versões de Xbox One e Series X, o que impediu a implementação de cross‑play entre as plataformas. Agora, a mesma vulnerabilidade reaparece nas versões recentes para PlayStation, levantando questões sobre a responsabilidade da Activision em manter um produto de 16 anos atualizado.
Além do impacto direto na jogabilidade, o fato de a empresa cobrar US$40 por cada jogo, mais US$30 por um season pass, sem corrigir falhas básicas, gera insatisfação na comunidade. Em um mercado onde os jogadores esperam suporte pós‑lançamento, a ausência de patches pode afetar a reputação da franquia e reduzir a base de jogadores ativos.
Reação dos fãs e do mercado
Comunidades no Reddit, fóruns da ComicBook e nas redes sociais expressaram frustração. Comentários recorrentes apontam que, embora a nostalgia seja um ponto positivo, a presença de glitches antigos torna a experiência "desgastada". Alguns jogadores sugerem que a Activision ofereça a opção de desativar o cross‑play para usuários de PS5, mitigando o problema até que um patch seja lançado.
Do ponto de vista comercial, a situação pode influenciar as vendas digitais nas próximas semanas. Se a empresa não agir, a comunidade pode migrar para plataformas concorrentes ou recorrer a versões de segunda‑mão, impactando a receita de DLCs e Season Passes.
O que esperar nos próximos meses
Até o momento, a Activision não confirmou nenhum cronograma de correção. Contudo, a história recente de patches em títulos antigos (por exemplo, o suporte a ray tracing em Call of Duty: Modern Warfare) indica que a empresa pode lançar atualizações menores se houver pressão suficiente da base de jogadores.
Os cenários possíveis incluem:
- Patch corretivo: Uma atualização que bloqueie o exploit de XP e melhore a estabilidade das lobbies.
- Desativação de cross‑play: Permitir que usuários de PS5 joguem exclusivamente em servidores dedicados, evitando a propagação do glitch.
- Ignorar o problema: Manter o status quo, focando em novos lançamentos e deixando o título como "memória nostálgica".
Enquanto isso, a comunidade recomenda que jogadores relatem lobbies problemáticas e evitem partidas em horários de pico, quando o número de usuários que exploram o glitch tende a ser maior.
Para ficar no radar
Os desenvolvedores ainda não emitiram comunicado oficial. Acompanhe as atualizações nos canais da Activision, nos fóruns da PlayStation e nas redes sociais de influenciadores de FPS. Caso um patch seja lançado, a expectativa é que a Activision divulgue notas de atualização detalhando a correção do glitch de XP.
Em resumo, o problema evidencia a necessidade de manutenção contínua mesmo em títulos clássicos, especialmente quando são relançados em novas gerações de consoles. A resposta da Activision nos próximos dias determinará se a empresa ainda valoriza sua comunidade de jogadores veteranos.


