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Build the Wall: por que o jogo Tetris do Trump foi retirado da Casa Branca?

· · 4 min de leitura
Jovem em roupa esportiva joga Tetris no tablet enquanto faz agachamento, com blocos coloridos flutuando ao redor
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O jogo “build the wall”, paródia de tetris criada para a página da Casa Branca, foi removido após a Tetris Company alertar que tomaria medidas por violação de direitos autorais.

O que aconteceu

Em setembro de 2026, a seção de arcade do site oficial da Casa Branca deixou de exibir o jogo “Build the Wall”. O título, que simulava a construção de uma barreira ao estilo Tetris ao longo da fronteira sul dos EUA, foi substituído por uma mensagem de erro 404. A mudança ocorreu poucos dias depois de a Tetris Company divulgar um comunicado afirmando que não participou da criação do jogo e que “levamos a violação de direitos autorais muito a sério”.

O comunicado da empresa também destacou seu compromisso com a “conexão entre as pessoas”, contrastando com a mensagem política do jogo, que buscava reforçar a retórica de construção de muro defendida pelo ex‑presidente Donald Trump. A retirada foi confirmada por veículos como This Week in Videogames, que monitorou a alteração no site.

Como chegamos aqui

O arcade da Casa Brança, criado durante a administração Trump, reunia versões paródicas de jogos populares, todas com temática política. Entre os títulos disponíveis estavam:

  • flappy bill – versão do Flappy Bird com uma águia calva voando sobre símbolos nacionais;
  • rio run – corrida de personagens que faz referência ao Rio de Janeiro como ponto de fuga;
  • supply line – estratégia de logística que satirizava a política de suprimentos da administração;
  • trump savings tycoon – simulador de gestão financeira que exaltava a narrativa de “economia forte”.

“Build the Wall” foi adicionado como o quinto jogo, apresentando blocos que, ao serem encaixados, formavam uma muralha ao longo de um mapa estilizado da fronteira sul. O objetivo era “impedir a invasão de zumbis”, uma metáfora visual para a retórica de segurança de fronteira. O jogo recebeu críticas imediatas de ativistas e de comunidades de jogadores, que o acusaram de propaganda política e de apropriação indevida da mecânica de Tetris.

A Tetris Company, detentora dos direitos autorais da icônica mecânica de blocos, inicialmente não havia sido consultada. Em resposta ao aumento de reclamações, a empresa publicou nas redes sociais que não havia autorizado o uso de sua propriedade intelectual e que avaliaria possíveis ações legais. A declaração incluiu um apelo aos fãs: “Agradecemos a vocês, nossa comunidade, e reforçamos que nossa missão é unir, não dividir”.

O que vem depois

A remoção de “Build the Wall” pode ter consequências de curto e longo prazo. No curto prazo, a Casa Branca ainda mantém os demais jogos paródicos, o que indica que a decisão foi pontual e focada na violação de copyright, não em censura política geral. No entanto, a presença contínua de títulos como Flappy Bill demonstra que a estratégia de usar jogos como veículo de mensagem ainda persiste.

Do ponto de vista legal, a Tetris Company ainda não anunciou se abrirá processo judicial contra a administração ou contra desenvolvedores terceirizados. Caso decida avançar, o caso poderá estabelecer precedentes sobre o uso não autorizado de mecânicas de jogos em contextos governamentais.

Para a comunidade gamer, a situação levanta dúvidas sobre a proteção de propriedades intelectuais em projetos de caráter político. Organizações de direitos autorais podem intensificar a vigilância sobre usos não licenciados, especialmente quando o conteúdo se torna parte de campanhas oficiais.

Além disso, observadores políticos apontam que a retirada pode ser um indicativo de que futuras administrações poderão rever a estratégia de “gamificação” de mensagens oficiais, evitando potenciais embates legais.

Para ficar no radar

Embora “Build the Wall” tenha sido eliminado, o arcade da Casa Branca continua ativo. Usuários ainda podem acessar:

  • Flappy Bill – a versão americana do clássico Flappy Bird;
  • Rio Run – corrida temática;
  • Supply Line – jogo de estratégia logística;
  • Trump Savings Tycoon – simulador econômico.

É provável que novos jogos sejam lançados, já que a página ainda exibe um placeholder anunciando um “mystery game” em desenvolvimento. A comunidade deve monitorar atualizações oficiais e possíveis declarações da Tetris Company, que pode ampliar sua atuação contra outras possíveis infrações.

Em resumo, a retirada de “Build the Wall” demonstra a eficácia de uma resposta rápida de detentores de direitos autorais e sinaliza que a interseção entre política e videogame continuará a gerar controvérsias, especialmente quando envolve propriedades intelectuais reconhecidas mundialmente.

Perguntas frequentes

Por que o jogo "Build the Wall" foi retirado do site da Casa Branca?
A Tetris Company declarou que o jogo violava seus direitos autorais e que tomaria medidas legais, o que levou à remoção imediata.
Quais jogos ainda estão disponíveis na seção arcade da Casa Branca?
Ainda podem ser jogados Flappy Bill, Rio Run, Supply Line e Trump Savings Tycoon, além de um placeholder de um futuro título.
A Tetris Company vai processar o governo dos EUA?
Até o momento, a empresa apenas avisou que levaria a violação a sério; não há confirmação de ação judicial, mas a possibilidade permanece.
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