Brokensides acaba de ser anunciado como um beat 'em up de horror psicológico onde o protagonista é um coelho-marinho violento recém-libertado da prisão após cometer um "Crime Cardinal". O jogo do desenvolvedor juicce, conhecido por projetos surrealistas sob o selo FUNKYHEART, mistura estética glitch com wireframe, modelos 3d distorcidos e arte ascii em cenários desolados. O combate lembra Absolver com foco em briga de rua, permitindo suplexes e dropkicks em inimigos que se estilhaçam em pedaços cristalinos. Ainda sem janela de lançamento, o título já está disponível para wishlist no Steam.
Fato: anúncio revela premissa bizarra e combate visceral
O trailer de anúncio de Brokensides estreou em 26 de setembro de 2026, revelando um projeto que foge dos padrões convencionais. O jogador assume o controle de uma "sea bunny" — coelho-marinho, criatura marinha real de aparência fofa — transformada em lutadora brutal. A narrativa parte de uma premissa deliberadamente absurda: o personagem cumpriu pena por um "Crime Cardinal" (termo que remete a pecados capitais ou transgressões fundamentais) e agora vagueia por um mundo aberto e desolado.
O visual é o grande chamariz. Cenários combinam wireframe 3D de época (estilo jogos dos anos 90), modelos renderizados de forma propositalmente incorreta com cores estranhas e elementos de arte ASCII — texto formatado para criar imagens. Essa colagem estética cria uma atmosfera de "quebrado" intencional, reforçando o tom de horror psicológico. Os inimigos são descritos como "criaturas vis" com corpos de vidro que conversam com o jogador "mesmo se você fedesse".
Contexto: por que importa essa mistura de gêneros
Beat 'em up (ou "briga de rua") é um subgênero de ação onde o jogador avança lateralmente ou em arena 3D derrotando ondas de inimigos com socos, chutes e agarrões — pense em Streets of Rage ou Final Fight. Juntar isso com horror psicológico, que prioriza atmosfera opressiva, narrativa fragmentada e desconforto mental sobre sustos baratos, é incomum. A referência direta do autor é Absolver, jogo de 2017 da Slowclap focado em artes marciais com sistema de combate profundo e personalização de golpes.
O diferencial aqui é a fisicalidade: inimigos não apenas caem — eles se estilhaçam em pedaços cristalinos volumosos, com partículas voando pela tela. Isso transforma cada golpe em feedback visual e tátil satisfatório, algo que jogos de ação modernos (como Devil May Cry 5 ou Hi-Fi Rush) elevaram a padrão de qualidade. A possibilidade de suplex e dropkick — movimentos de luta livre profissional — adiciona espetáculo à violência.
- Estética glitch/wireframe/ASCII cria identidade visual única
- Combate com peso e estilhaçamento de inimigos em cristais
- Protagonista inusitado (coelho-marinho) foge de heróis genéricos
- Humor absurdo ("posar e sentar onde quiser, mesmo se não merecer") alivia tensão
Reação dos fãs e mercado: curiosidade cautelosa
Por ser anúncio fresco com apenas um trailer, não há métricas de recepção ampla nem análises de preview. O perfil do desenvolvedor juicce sugere público de nicho: jogadores que buscam experiências experimentais, "weird" (estranhas) e artisticamente arriscadas. Títulos anteriores do selo FUNKYHEART cultivaram base fiel justamente por rejeitar convenções de design mainstream.
Na página do Steam, a descrição mantém o tom irreverente: "Enquanto explora, você pode posar e sentar onde quiser!! Mesmo se não merecer!!" — indicando que a quebra da quarta parede e o humor nonsense são pilares da experiência. A ausência de data, janela ou mesmo ano de lançamento é típica de projetos indie em estágio muito inicial; a wishlist serve para medir interesse e sinalizar ao algoritmo da Valve que há público aguardando.
O que esperar: datas e o que vem depois
Não há previsão de lançamento, demo, beta ou plataformas além do PC via Steam. O roadmap típico para jogos nesse estágio inclui:
- Divulgação de mais gameplay (combate, exploração, sistemas de progressão)
- Detalhamento da narrativa e do que significa "Crime Cardinal" no lore
- Possível demo jogável em eventos como Steam Next Fest
- Definição de janela de lançamento (geralmente 12-24 meses após anúncio para indies solo)
Vale adicionar à wishlist se a proposta de horror psicológico com pancadaria estilizada e estética glitch soa atraente. O histórico do desenvolvedor sugere que Brokensides manterá a identidade estranha até o fim — o que, nesse segmento, costuma ser mais virtude que defeito.


