Por que a primeira aparição de Blade ainda gera debate?
Blade, o caçador de vampiros que ganhou fama nos cinemas dos anos 90, apareceu pela primeira vez nos quadrinhos em Tomb of Dracula #10, publicado em 1973. Na época, o personagem vestia um sobretudo verde, carregava facas de madeira e usava óculos amarelos – nada parecido com o icônico couro preto e a katana que o público reconhece hoje. Essa diferença visual, além do preço acessível da edição em leilão, faz da primeira aparição um ponto de interesse para colecionadores e fãs críticos.
- Traje totalmente distinto – Em vez do clássico couro preto, o Blade original ostenta um sobretudo verde militar com um bandolete de facas de madeira. O contraste de cores e a escolha de material revelam a experimentação dos roteiristas dos anos 70, antes da padronização do visual que viria décadas depois.
- Arma improvisada – O personagem não empunha a famosa katana; ele utiliza facas de madeira afiadíssimas, mais próximas de estacas de caça a vampiros. Essa escolha reforça a ideia de que, naquele momento, Blade ainda era um caçador de vampiros tradicional, sem a mitologia de “meio-vampiro” que seria introduzida posteriormente.
- Óculos de tonalidade amarela – Os óculos escuros que ele usa têm lentes amarelas, diferente do tom escuro que se tornou marca registrada nos filmes. Essa diferença sutil, porém perceptível, demonstra como o design visual evoluiu para atender ao tom mais sombrio da franquia cinematográfica.
- Ausência de sangue‑vampiro – Ao contrário da versão de Wesley Snipes, o Blade dos anos 70 não é meio‑vampiro. Ele é apenas um humano treinado para caçar criaturas da noite, o que altera drasticamente sua motivação e a forma como interage com o vilão principal, Drácula.
- Valor colecionável surpreendente – Apesar de ser a primeira aparição, a edição Tomb of Dracula #10 está sendo leiloada por cerca de US$ 2.200, preço considerado baixo para um debut de personagem tão relevante. O fato de as páginas ainda estarem brancas, sem o amarelado típico de quadrinhos antigos, aumenta seu apelo para investidores.
- Impacto na cultura nerd brasileira – No Brasil, Blade sempre foi associado ao visual de filme, mas a descoberta da primeira aparição tem despertado curiosidade entre colecionadores de HQs nacionais. Grupos de discussão nas redes sociais já debatem se vale a pena investir na edição, considerando o histórico de valorização de primeiras aparições de personagens da Marvel.
Embora a capa da edição seja o ponto focal das discussões, o interior da história também traz diferenças narrativas importantes. Blade não consegue derrotar Drácula naquele número; ele escapa após um confronto que mais parece um teste de resistência do que uma vitória épica. Essa falha narrativa, combinada com o visual arcaico, cria um contraste marcante com a confiança quase invencível que o personagem exibe nos filmes de ação.
Para quem ainda não tem a edição, o preço atual pode ser considerado uma oportunidade de investimento. Caso a Marvel retome o projeto cinematográfico ou lance um novo jogo, a demanda por itens históricos como esse tende a subir, potencialmente triplicando o valor de mercado.
Datas e o que falta saber
A edição Tomb of Dracula #10 foi lançada em 1973, mas ainda não há confirmação oficial de quando (ou se) a Marvel pretende relançar a história em formato digital ou em coleções especiais. Enquanto isso, os fãs podem acompanhar leilões em sites como Heritage Auctions e ficar de olho em anúncios de reimpressões que costumam surgir em eventos como a Comic-Con de São Paulo.
O cenário atual também abre espaço para discussões sobre a identidade do personagem. Se Mahershala Ali ainda não assumiu o papel nos cinemas, a existência de uma versão tão diferente nos quadrinhos pode influenciar futuros roteiros, talvez trazendo de volta a estética dos anos 70 como um “easter egg” para os fãs mais nostálgicos.
A escolha da redação
Ao analisar a primeira aparição de Blade, percebemos que o hype em torno da sua imagem moderna muitas vezes ofusca a riqueza histórica da personagem. O visual verde, as facas de madeira e a ausência de sangue‑vampiro revelam um experimento criativo que, embora distante da versão cinematográfica, tem seu valor próprio dentro do universo Marvel.
Para o colecionador brasileiro, a decisão de adquirir ou não a edição depende de dois fatores: o preço atual, que ainda é acessível, e a expectativa de valorização futura, que está ligada ao retorno da franquia ao grande público. Enquanto isso, a curiosidade sobre o passado do personagem garante que Blade continue sendo assunto quente em fóruns, podcasts e grupos de redes sociais.


