Bill Trinen, vice‑presidente da Nintendo responsável pela experiência do jogador, declarou que ocarina of time é o ponto de partida perfeito para quem ainda não conhece a série The Legend of Zelda. A afirmação vem em um momento em que a empresa prepara o remake para o próximo console, o nintendo switch 2.
O que aconteceu
Durante uma entrevista recente, Trinen explicou que Ocarina of Time funciona como uma "história fundacional". Ele argumenta que o título ensina, de forma natural, os pilares da franquia: exploração, resolução de puzzles, combate e a relação entre Link, a princesa Zelda e o vilão Ganondorf. A declaração coincidiu com o anúncio oficial de que o clássico receberá uma versão remasterizada para o Nintendo Switch 2, reforçando a estratégia da empresa de usar o remake como porta de entrada para novos jogadores.
Como chegamos aqui
A trajetória de Ocarina of Time começou em 1998, quando o jogo estreou no nintendo 64 e redefiniu o que um título de ação‑aventura poderia ser. Seu sucesso crítico e comercial estabeleceu padrões de narrativa e design que ainda são referência. Desde então, a Nintendo tem lançado dezenas de títulos da série, alguns mais acessíveis que outros, mas nenhum com a mesma combinação de mecânicas introdutórias e profundidade temática.
Trinen ressaltou que o jogo serve como um "laboratório" onde o jogador aprende, passo a passo, como interagir com o mundo de Hyrule. Por exemplo, a primeira missão — encontrar a Deku Tree — introduz o conceito de itens que evoluem, enquanto a viagem no tempo ensina a importância de decisões que afetam o futuro. Essa estrutura pedagógica, segundo ele, é rara em franquias com mais de três décadas de história.
Além disso, a Nintendo tem investido em remakes que preservam a essência dos clássicos, como super mario 3d all‑stars e metroid: samus returns. O remake de Ocarina of Time para o Switch 2 se encaixa nessa linha, oferecendo gráficos atualizados e controles refinados, mas mantendo a narrativa original intacta.
O que vem depois
Com o lançamento do remake, a expectativa é que um grande número de novatos experimente a franquia pela primeira vez. Isso pode gerar um efeito cascata: jogadores iniciados em Ocarina of Time podem se sentir motivados a explorar títulos posteriores, como majora's mask, wind waker e breath of the wild. A Nintendo, por sua vez, pode usar esse impulso para reforçar a linha de produtos, lançando mais remakes ou conteúdos adicionais que complementem a experiência.
Entretanto, há quem critique a escolha de um jogo de 1998 como porta de entrada em 2026. Alguns argumentam que títulos mais recentes, como Breath of the Wild, oferecem mecânicas mais modernas e uma curva de aprendizado mais suave para a geração atual de gamers. Outros apontam que o ritmo de Ocarina of Time pode ser cansativo para quem está acostumado a jogos de ação mais rápidos.
Para equilibrar esses pontos, Trinen sugeriu que a Nintendo invista em guias de início rápido dentro do remake, ajudando os jogadores a entender rapidamente os controles e a história. Também há planos de lançar conteúdos complementares, como vídeos explicativos e desafios comunitários, que podem tornar a transição para os jogos subsequentes ainda mais fluida.
Prós e contras de começar por Ocarina of Time
- Pró: Introdução completa ao universo de Hyrule, incluindo personagens icônicos e mecânicas centrais.
- Pró: Narrativa épica que estabelece a luta entre luz e trevas, facilitando a compreensão de temas recorrentes nos jogos posteriores.
- Contra: Gráficos e controles originais podem parecer datados, mesmo com a atualização para o Switch 2.
- Contra: Duração e dificuldade de alguns puzzles podem ser desafiadores para jogadores acostumados a designs mais lineares.
Onde isso pode dar
A aposta da Nintendo em usar Ocarina of Time como porta de entrada pode redefinir a forma como a empresa pensa sobre retrocompatibilidade. Se a estratégia funcionar, poderemos ver mais remakes de títulos clássicos sendo posicionados como “primeiros passos” para novas audiências, ao invés de simples nostálgicos. Por outro lado, se a comunidade reagir negativamente, a empresa pode precisar repensar seu foco em títulos mais recentes para atrair novatos.
Em última análise, a declaração de Bill Trinen reforça a confiança da Nintendo na atemporalidade de Ocarina of Time. Seja como for, o próximo lançamento no Switch 2 será um teste decisivo para medir se a história de 1998 ainda consegue cativar a geração de gamers que cresceu com consoles de alta definição e mundos abertos.


