Em 16 de setembro, a BIGHIT MUSIC informou que duas pessoas estrangeiras foram denunciadas à polícia por invadir a residência de membros do grupo CORTIS. Os suspeitos admitiram ter comprado ilegalmente o endereço e foram encaminhados ao Ministério Público, que optou por suspender a denúncia. A agência pretende recorrer da decisão e reforçar a luta contra outras formas de violação de direitos.
Quais foram as infrações apontadas contra os membros de CORTIS?
O comunicado da BIGHIT detalha cinco categorias de conduta que, segundo a empresa, ferem a privacidade e a integridade dos artistas:
- Entrada não autorizada em residências (trespass)
- Compra e venda de informações pessoais, como endereço e itinerário de voo
- Difamação, calúnia e insultos em redes sociais
- Distorsão de declarações ou ações dos artistas para gerar notícias falsas
- Assédio sexual e outras formas de violência de gênero
Essas práticas são tratadas como crimes no Código Penal sul-coreano e podem gerar penas agravadas quando praticadas em conjunto.
Como a BIGHIT MUSIC respondeu legalmente a cada infração?
| Infração | Medida adotada pela BIGHIT | Resultado até o momento |
|---|---|---|
| Entrada não autorizada na residência | Denúncia à polícia e acompanhamento da investigação | Suspeitos encaminhados ao Ministério Público; decisão de suspensão de denúncia |
| Compra/venda de dados pessoais (endereço, voo) | Coleta de provas e abertura de processo civil/criminal | Ação ainda em fase de avaliação |
| Difamação e insultos online | Monitoramento de postagens, coleta de evidências e notificação ao site | Processos em andamento; a agência promete ação judicial quando houver recorrência |
| Distorsão de declarações | Identificação de fontes, registro de prints e encaminhamento ao órgão competente | Investigação preliminar concluída; medidas corretivas ainda não divulgadas |
| Assédio sexual | Denúncia direta às autoridades e apoio às vítimas | Casos encaminhados ao Ministério Público; sem detalhes públicos ainda |
Além das ações judiciais, a BIGHIT reforçou a adoção de protocolos de segurança em aeroportos e dentro de aviões, proibindo a aproximação de fãs que utilizem informações obtidas de forma ilícita.
Vereditos: o melhor pra cada perfil de fã
O comunicado tem implicações diferentes dependendo do tipo de fã que acompanha CORTIS:
- Fã casual: pode continuar acompanhando lançamentos e interagindo nas redes sem medo, desde que respeite a privacidade dos artistas.
- Fã ativo (fan‑club): deve usar os canais oficiais de denúncia (como o site "protect.hybecorp.com") para ajudar a agência a coletar evidências.
- Fã que costuma “stalkear”: precisa entender que a invasão de domicílio e o uso de informações de voo são crimes graves; o risco de processo judicial aumenta consideravelmente.
Para o público brasileiro, a mensagem principal é que a lei sul‑coreana trata essas infrações com seriedade, e que a BIGHIT está disposta a levar o caso até o último recurso legal. O comportamento de fãs que cruzam a linha da curiosidade para a invasão pode gerar consequências internacionais, inclusive com cooperação policial entre países.
O que falta saber
Apesar da atualização, alguns pontos ainda não foram esclarecidos pela agência:
- Qual será a estratégia de recurso contra a suspensão de denúncia?
- Existe algum prazo para que novas denúncias sejam processadas?
- Como a BIGHIT pretende aprimorar a segurança nos aeroportos, além das recomendações atuais?
Os fãs que desejam contribuir podem enviar prints detalhados de postagens ofensivas, incluindo URL, nome de usuário e data, conforme orientado no comunicado. Enquanto isso, a agência reforça que críticas construtivas são bem‑vindas, mas que ultrapassar o limite da liberdade de expressão para atacar a integridade dos artistas será combatido judicialmente.
Para ficar no radar
Os próximos passos da BIGHIT Music incluem a formalização da objeção à decisão do Ministério Público e a continuação da coleta de provas contra outros infratores. Caso a agência obtenha sucesso no recurso, pode estabelecer precedentes para futuras ações contra invasões de privacidade de idols K‑pop, o que impactará diretamente a forma como os fãs brasileiros interagem online.


