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Behemoth!: Pedro Pascal brilha em drama de Tony Gilroy

· · 5 min de leitura
Imagem de Behemoth! — Behemoth!: Pedro Pascal brilha em drama de Tony Gilroy
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Por que Behemoth! é o papel que Pedro Pascal merecia

Pedro Pascal finalmente encontrou um protagonista à altura do seu talento em Behemoth!, o novo drama de Tony Gilroy que estreou no Festival de Cinema de Nova York. O ator chileno-americano interpreta Alex Serian, um violoncelista brilhante, mas emocionalmente indisponível, que retorna a Los Angeles após décadas na estrada. A atuação rendeu a melhor nota da carreira do ator segundo a crítica do /Film: 8,5 de 10. O filme chega aos cinemas brasileiros em 4 de dezembro de 2026 pela Searchlight Pictures.

  1. O personagem mais complexo da carreira de Pascal

    Alex Serian não é herói nem vilão — é um canalha charmoso que seduz mulheres casadas, foge da mãe doente e evita qualquer vulnerabilidade real. Pascal carrega o filme com um "olhar de mil jardas" que comunica décadas de bagagem emocional sem uma linha de diálogo. Diferente de The Mandalorian (onde 90% é ADR) ou Quarteto Fantástico (miscasting evidente), aqui o roteiro parece escrito sob medida para os pontos fortes do ator: o carisma perigoso, a inteligência fria e a capacidade de tornar o antipático magnético.

  2. Olivia Wilde rouba todas as cenas em que aparece

    Carol Spedding, a amante rejeitada vivida por Wilde, é um furacão de energia caótica que arrasta Alex de volta à realidade que ele tenta ignorar. A atriz faz "demais" no melhor sentido possível: gestos exagerados, timing cômico afiado e uma vulnerabilidade inesperada por baixo do teatro. A dinâmica entre os dois resume o tom do filme — drama sério que não se leva a sério demais, com humor seco surgindo nos momentos mais tensos. Wilde prova que merece papéis dramáticos mais substanciais.

  3. Elenco de apoio que parece uma orquestra bem afinada

    Will Arnett surpreende como Andy, o irmão semi-afastado cuja rebeldia juvenil virou burnout de meia-idade — atuação contida, longe do registro cômico habitual. Margarita Levieva (de Demolidor: Renascido) brilha em participação breve. Kaya Ralls traz doçura como Bronte, a jovem musicista que desperta instinto paternal em Alex. Eva Victor, revelação de Sorry, Baby, entrega pathos silencioso como Nadia, ex-namorada que carrega o peso do passado. Cada ator eleva o material sem competir com Pascal.

  4. Trilha sonora assinada por peso-pesados de Hollywood

    A sessão de gravação que estrutura o filme apresenta composições originais de Michael Giacchino (Up, The Batman), James Newton Howard (Batman Begins), Henry Jackman (Capitão América: Soldado Invernal), Alan Silvestri (De Volta para o Futuro) e Michael Abels (Nós). Gilroy usa cada faixa como gatilho de memória, transportando o público entre flashbacks de diferentes épocas da vida de Alex. Há até uma piada sonora cartoonish que quebra a tensão de "peça de câmara" — prova de que o diretor conhece o poder da música no cinema.

  5. Estrutura narrativa que recompensa a atenção

    O filme abre in media res na sessão de gravação, depois desenrola 127 minutos majoritariamente em flashbacks longos, não lineares, costurados por cues musicais. Poderia ser confuso, mas o roteiro hermético de Gilroy torna cada salto temporal orgânico — a música não é pano de fundo, é o fio condutor da psique do protagonista. A revelação final, só possível através da arte musical, ecoa Inside Llewyn Davis dos irmãos Coen, mas com resolução menos ambígua e mais catártica.

  6. Tony Gilroy de volta ao território de "Michael Clayton"

    Após o sucesso de Andor (série de Star Wars aclamada pela maturidade política), Gilroy retorna ao drama adulto sobre profissionais competentes em ambientes corruptos — só que agora o palco é uma orquestra sinfônica, não um escritório de advocacia. O DNA de thriller corporativo permanece: diálogos afiados, moralidade cinzenta, tensão construída no silêncio entre as falas. Behemoth! prova que Gilroy não precisa de galáxias distantes para fazer seu melhor trabalho; basta um quarto de gravação e personagens reais.

  7. Final que evita o final "certinho" de filme de prestígio

    A crítica aponta que o desfecho parece "um pouco pat demais" — mas isso pode ser intencional. Gilroy argumenta que a jornada, a descoberta e o caminho de maior resistência importam mais que o destino. Alex não vira santo, não conserta tudo, não ganha a garota. Ele apenas para de fugir por um momento e toca. Para um filme sobre um homem que passa a vida inteira escapando, esse pequeno ato de presença soa mais verdadeiro que qualquer redenção hollywoodiana.

Vale a pena?

Se você gosta de cinema adulto, roteiro inteligente e atuações que justificam o ingresso, Behemoth! é obrigatório. Pascal sozinho vale a sessão — é raro ver um astro desse calibre finalmente liberado de franquias para fazer o que faz de melhor: habitar um homem contraditório, feio por dentro e irresistível por fora. Gilroy dirige com a confiança de quem não precisa provar nada a ninguém. A trilha sonora sozinha já justifica o sistema de som do cinema.

Não é filme de pipoca. Não tem cena pós-créditos. Não vira meme no TikTok (talvez a cara de Wilde vire). É cinema de gente grande, feito por gente grande, para gente grande. Estreia 4 de dezembro. Programe-se.

Perguntas frequentes

Quando Behemoth! estreia nos cinemas do Brasil? ▾
Behemoth! estreia nos cinemas brasileiros em 4 de dezembro de 2026, distribuído pela Searchlight Pictures.
Behemoth! é baseado em história real? ▾
Não. Behemoth! é uma ficção original de Tony Gilroy sobre um violoncelista fictício chamado Alex Serian, embora o filme use compositores reais na trilha sonora diegética.
Preciso assistir Andor antes de ver Behemoth!? ▾
Não. Behemoth! é um filme independente sem conexão com Star Wars ou Andor. O único elo é o diretor Tony Gilroy, que assina ambos os projetos.
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