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Beast of Reincarnation: o que a campanha de 25h realmente entrega ao gamer brasileiro?

· · 3 min de leitura
Um jogador em postura de agachamento, segurando um controle de videogame, ao lado de uma garrafa de água e um prato de frutas
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TL;DR: Beast of Reincarnation oferece combate visualmente atraente, porém a campanha extensa, narrativa confusa e personagens rasos comprometem a diversão para jogadores brasileiros.

Como o combate se compara a outros Soulslikes?

AspectoBeast of ReincarnationOutros Soulslikes (ex.: Dark Souls, Nioh)
Parry e bloqueioParry tolerante, bloqueio punidor, mas sem checkpoints frustrantesParry exigente, checkpoints rigorosos
VelocidadeRápido, estilo Nioh, foco em combos aéreosMais ponderado, foco em resistência
Variedade de ataquesGrande variedade, porém algumas habilidades são redundantesVariedade equilibrada, cada ataque tem papel definido

O sistema de combate brilha nos primeiros minutos, mas a falta de diversidade nos padrões de ataque dos inimigos faz a experiência perder brilho rapidamente.

Qual o peso da duração na qualidade geral?

A campanha chega a cerca de 25 horas, mas grande parte desse tempo é consumido por:

  • Repetição de chefões quase idênticos;
  • missões de coleta que não acrescentam mecânicas novas;
  • árvores de habilidades infladas, cheias de habilidades “fluff” que raramente são úteis.

Um corte para 10‑12 horas traria mais foco, menos monotonia e permitiria que os momentos de destaque – como os duelos com Koo – fossem mais impactantes.

O que a história realmente entrega?

Emma, a protagonista de chapéu cônico, tem um passado misterioso que poderia render uma trama profunda sobre memória, humanidade e tecnologia. Contudo, o roteiro sofre de:

  • Excesso de perguntas sem respostas claras (por que Emma não tem memórias? quem é o holograma infantil?);
  • Monólogos de lore que se arrastam minutos e sobrecarregam o jogador;
  • Falta de desenvolvimento emocional, deixando diálogos monótonos.

Para o público brasileiro, que costuma valorizar narrativas bem amarradas e personagens carismáticos, esses pontos são grandes decepções.

Personagens: profundidade ou superfície?

Emma e seu companheiro canino Koo são os únicos focos narrativos. Enquanto Emma tem potencial para evoluir, sua entrega é plana: voz monótona, poucas reações e um arco previsível. Koo, apesar de fofo, tem um conjunto de habilidades limitado e pouca expressão emocional, o que impede que a dupla crie uma conexão real com o jogador.

Vereditos: o melhor pra cada perfil

Para quem busca ação rápida e visual estilizado – jogadores que apreciam combates ao estilo Nioh e não se importam com repetição – Beast of Reincarnation pode valer algumas horas de diversão.

Para quem prioriza história, personagens marcantes e ritmo enxuto – o típico público brasileiro de RPGs e narrativas – o título deixa a desejar e provavelmente será esquecido após a primeira tentativa.

Onde isso pode dar

Se a desenvolvedora optar por um patch que reduza a duração, simplifique a árvore de habilidades e adicione mais variedade nos padrões de ataque dos chefões, o jogo pode encontrar um nicho decente. Sem essas melhorias, ele corre o risco de ser lembrado apenas como um exemplo de “bom visual, péssima execução”.

Perguntas frequentes

Beast of Reincarnation tem mecânicas de combate parecidas com Dark Souls?
Sim, o jogo inclui parry e bloqueio, mas evita os checkpoints frustrantes típicos de Dark Souls, oferecendo um ritmo mais rápido similar ao Nioh.
Quanto tempo leva para terminar a campanha de Beast of Reincarnation?
A campanha completa gira em torno de 25 horas, embora grande parte desse tempo seja gasto em conteúdo repetitivo.
A história de Beast of Reincarnation tem um final satisfatório?
A narrativa apresenta muitas perguntas sem respostas claras, o que deixa o final pouco satisfatório para quem busca uma conclusão bem amarrada.
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