TL;DR: A atualização 1.0.9 de Beast of Reincarnation traz suporte a monitores ultrawide, opções de upscaling dlss/FSR, cutscenes puláveis e uma série de correções que melhoram a experiência tanto no PC quanto nas versões de console.
Quais são as novidades de suporte ultrawide em Beast of Reincarnation?
A primeira mudança visual que chama atenção é o suporte oficial a monitores ultrawide e super‑ultrawide. Agora, a maioria desses formatos deve funcionar sem distorções ou barras pretas, permitindo que jogadores brasileiros aproveitem a amplitude da tela enquanto exploram o cenário pós‑apocalíptico do Japão. Caso algum monitor ainda apresente problemas, a equipe pede que o usuário reporte o bug para que ajustes futuros sejam feitos.
Como funcionam as opções de DLSS e FSR no jogo?
Com a atualização, o menu de configurações ganhou duas novas opções de geração de frames: DLSS (Deep Learning Super Sampling) da NVIDIA e FSR (FidelityFX Super Resolution) da AMD. Ambas podem ser ativadas ou desativadas conforme a preferência do jogador, oferecendo um equilíbrio entre qualidade gráfica e desempenho. No PC, isso significa que quem tem hardware compatível pode alcançar taxas de frames mais altas sem perder nitidez, algo que costuma ser decisivo em RPGs de ação com combate intenso.
É possível pular cutscenes agora? Como usar?
Sim, a atualização introduziu a funcionalidade de pular eventos e cutscenes ao segurar o botão de interação. Um pequeno ícone “skip” aparece no canto inferior direito da tela indicando que o segmento pode ser avançado. No momento, nem todas as cutscenes são puláveis – a equipe está implementando isso em lotes – mas já é possível pular algumas antes da batalha final e outras cenas de evento. Essa mudança atende a um pedido frequente da comunidade que se queixava de tempos de espera entre missões.
Quais melhorias de gameplay foram incluídas na atualização?
Além das mudanças visuais, a patch 1.0.9 traz ajustes que impactam diretamente o ritmo de combate e a usabilidade:
- Itens de cura podem ser usados imediatamente ao receber dano, eliminando o atraso que forçava o jogador a esperar o fim da animação.
- Redução da lentidão de movimento enquanto a personagem Emma realiza curas, tornando o combate mais fluido.
- O skill “Helm Splitter” agora está disponível por padrão e pode ser evoluído na árvore de habilidades.
- Vibração do controle foi ajustada no PS5, e novas vibrações foram adicionadas a execuções e assassinatos.
- Os ataques de inimigos do tipo Crow deixaram de gerar áreas de dano ácido, equilibrando encontros em áreas abertas.
Essas alterações mostram que a desenvolvedora está atenta ao feedback de jogadores que reclamavam de mecânicas pouco responsivas.
Quais bugs críticos foram corrigidos?
A lista de correções é extensa. Entre os problemas mais notáveis, estão:
- Falha na geração de inimigos elite na zona Fuji Frontier, que deixava áreas sem desafios adequados.
- Inimigos elite recuperando vida completa muito rápido após perder a visão da Emma – agora o comportamento está de acordo com a intenção de design.
- Problemas de upscaling na versão xbox PC que impediam o uso de DLSS/FSR – corrigido.
- Colisões com paredes invisíveis em várias áreas, que provocavam travamentos ou bloqueios de caminho.
- Desalinhamento da posição de aterrissagem da Emma ao pular, que gerava quedas estranhas.
- Vários bugs de UI, como textos encolhidos, botões “Set Maximum Number” que não respondiam e desync de inventário ao usar a habilidade “Emergency Medicine” de Koo.
Essas correções melhoram a estabilidade e evitam situações de soft‑lock que atrapalhavam a progressão.
O que os desenvolvedores prometem para futuras atualizações?
O roadmap anunciado inclui:
- Um toggle para ligar e desligar efeitos de pós‑processamento, permitindo que jogadores com hardware mais modesto ajustem a qualidade visual.
- Expansão da lista de cutscenes e eventos puláveis até que todas as sequências possam ser ignoradas, como solicitado pela comunidade.
- Melhorias nas apresentações de eventos e cutscenes, visando maior imersão.
- Ajustes de balanceamento para Blade Arts, Bloom Arts e outras mecânicas de combate.
- Refinamentos na detecção de submersão em água e mais ajustes nas colisões de paredes invisíveis.
- E, claro, “e mais!” – a desenvolvedora deixa a porta aberta para sugestões adicionais.
Essas promessas indicam que a atualização 1.0.9 é apenas o primeiro passo de uma série de melhorias planejadas.
Vale a pena atualizar agora?
Para quem já possui Beast of Reincarnation no PC, a resposta é sim. O suporte ultrawide resolve um problema que afetava jogadores com monitores 21:9 ou 32:9, enquanto as opções de DLSS/FSR podem elevar a taxa de frames em máquinas compatíveis. A possibilidade de pular cutscenes, ainda que parcial, já reduz o tempo de grind para quem prefere ação contínua. Além disso, as correções de bugs críticos – principalmente aqueles que provocavam travamentos ou perda de inimigos – garantem uma experiência mais estável.
No console, as mudanças são menos visíveis, mas a otimização de vibração e ajustes de câmera em lutas de chefe trazem uma sensação de polimento que pode ser percebida nos momentos de maior tensão. Em resumo, a atualização entrega melhorias reais que justificam o download imediato.
O que falta saber?
Embora a patch 1.0.9 seja robusta, ainda há alguns pontos que a comunidade deve observar:
- Quais monitores ultrawide ainda apresentam problemas? A equipe pede feedback, então vale a pena testar e reportar.
- Como as opções de DLSS/FSR se comportam em diferentes resoluções? Jogadores com GPUs mais antigas podem precisar experimentar as duas para encontrar a melhor combinação.
- Quando todas as cutscenes serão totalmente puláveis? A promessa é de “próximos lotes”, mas ainda não há cronograma definido.
Manter-se atento às notas de patch futuras será essencial para quem quer tirar o máximo proveito do título.
Para ficar no radar
A atualização 1.0.9 demonstra que Game Freak e Fictions estão comprometidos em refinar Beast of Reincarnation após seu lançamento. O suporte ultrawide, as opções de upscaling e a possibilidade de pular cutscenes são mudanças que realmente impactam a experiência do jogador brasileiro, que costuma usar monitores widescreen e valoriza fluidez de performance. Enquanto a equipe continua a coletar feedback e planeja novos ajustes, os fãs podem esperar um jogo cada vez mais polido e adaptado ao hardware atual.


