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Bastille Day: o fracasso de Idris Elba e Kelly Reilly que o mundo esqueceu

· · 4 min de leitura
Imagem de Idris Elba — Bastille Day: o fracasso de Idris Elba e Kelly Reilly que o mundo esqu
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Por que Bastille Day se tornou um fantasma na filmografia de seus astros?

Idris Elba — o carismático detetive de Luther e vilão icônico em produções da DC — e Kelly Reilly — a implacável Beth Dutton de Yellowstone — formam uma dupla que, no papel, deveria ter carregado um sucesso absoluto de bilheteria. No entanto, o longa-metragem de ação Bastille Day (2016), dirigido por James Watkins (responsável pelo perturbador Eden Lake), provou que nem sempre o talento do elenco é suficiente para salvar um projeto de circunstâncias externas desastrosas. O filme, que tentou surfar na onda do gênero de espionagem, acabou virando um caso de estudo sobre como o contexto geopolítico pode enterrar uma obra de ficção.

A premissa é básica, mas funcional: um jovem batedor de carteiras, interpretado por Richard Madden (de Game of Thrones), acaba envolvido em uma conspiração terrorista na França e precisa se aliar a um agente da CIA indisciplinado, vivido por Elba. O que deveria ser um buddy movie explosivo transformou-se em um pesadelo de marketing e exibição. A confusão começou já no título, sendo lançado como The Take nos Estados Unidos, o que gerou uma desconexão imediata com o público global.

Os 5 motivos que levaram Bastille Day ao esquecimento

  1. O trauma dos ataques terroristas reais: O filme foi lançado em um momento de extrema sensibilidade na França devido a ataques terroristas reais em Paris e Nice. O estúdio StudioCanal foi forçado a retirar o longa de cartaz na França, pois a temática de atentados na capital francesa tornou a exibição comercialmente insustentável e moralmente delicada.
  2. A confusão de identidade com títulos trocados: Lançar o filme como Bastille Day na Europa e The Take nos Estados Unidos foi um erro crasso de estratégia. Essa fragmentação impediu a criação de um reconhecimento de marca sólido, deixando o espectador confuso sobre qual filme estava realmente assistindo.
  3. A sombra de grandes franquias: O lançamento nos EUA coincidiu com a estreia de Animais Fantásticos e Onde Habitam, um peso pesado da cultura pop na época. Com o público focado no universo bruxo, o filme de ação de baixo orçamento não teve fôlego para competir e foi ignorado, arrecadando apenas 50 mil dólares em solo americano.
  4. Recepção crítica abaixo da média: Não dá para culpar apenas o azar; o filme também não convenceu os especialistas. Com cerca de 49% de aprovação no Rotten Tomatoes, a crítica apontou o roteiro como genérico e incapaz de aproveitar a química potencial entre seus protagonistas, classificando-o como um produto puramente esquecível.
  5. Expectativa frustrada de um "novo James Bond": Na época, os rumores sobre Idris Elba assumir o papel de 007 estavam no auge. Muitos viram Bastille Day como um teste informal, e o fracasso do longa acabou servindo como um balde de água fria para os entusiastas que queriam vê-lo no papel do espião britânico.

É curioso notar que, mesmo com um elenco de peso, o filme não conseguiu se sustentar como entretenimento de nicho. Enquanto Kelly Reilly brilhava em outros projetos e Idris Elba consolidava sua carreira em blockbusters, Bastille Day foi relegado ao catálogo de produções que aparecem em sugestões obscuras de plataformas de streaming. A obra serve como um lembrete de que o cinema não existe em um vácuo e que, por vezes, a realidade é cruel demais para permitir que uma ficção encontre seu público.

O lado que ninguém está vendo

Será que, se tivéssemos assistido a Bastille Day fora do contexto de 2016, a recepção seria diferente? Provavelmente não. O filme sofre de um mal que assola muitas produções de ação daquela década: a tentativa de emular o estilo de espionagem europeu sem a profundidade narrativa necessária para manter o espectador engajado por 90 minutos.

  • A aposta da redação é que o filme continuará sendo uma nota de rodapé na carreira de Idris Elba e Kelly Reilly.
  • O valor do longa reside apenas na curiosidade de ver dois grandes atores em um projeto que não atingiu o potencial esperado.
  • Não espere uma redescoberta como "clássico cult"; o filme é um exemplar mediano de um gênero que já viu dias muito melhores.

Perguntas frequentes

Por que Bastille Day mudou de nome nos Estados Unidos? ▾
O filme foi renomeado para The Take nos Estados Unidos para evitar uma possível associação sensível com eventos reais, além de tentar distanciar a obra da temática de ataques terroristas que assolou a França durante o período de lançamento original.
Bastille Day vale a pena assistir hoje? ▾
Apenas se você for um fã dedicado de Idris Elba ou Kelly Reilly e quiser ver todo o catálogo dos atores. Como filme de ação, ele é considerado mediano e não traz grandes inovações para o gênero.
Onde posso assistir ao filme atualmente? ▾
O filme está disponível para aluguel ou compra em plataformas digitais como a Amazon Prime Video, embora a disponibilidade possa variar dependendo da sua região geográfica.
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