Marvel Studios revelou que a versão "Encore" de Avengers: Endgame traz quatro cenas inéditas, e uma delas coloca Loki na porta da casa de Peggy Carter, pronto para recrutar Steve Rogers. A descoberta confirma a teoria que circula nas redes há meses: o Capitão América não volta sozinho para o próximo grande confronto, mas ao lado do Deus da Trapaça.
O que aconteceu
A estreia de Avengers: Doomsday está prevista para alguns meses, mas o estúdio já começou a montar o quebra-cabeça que levará ao novo vilão, Doctor Doom. Para dar pistas, a Marvel decidiu relançar Avengers: Endgame nos cinemas com quatro cenas adicionais, denominadas "Encore". Uma das adições mostra Steve e Peggy dançando quando a porta bate; ao abrir, eles encontram Loki, que já sabe da presença de Steve e parece ter um plano em mente.
Essa sequência curta, porém reveladora, explica o choque de Thor ao ver Steve novamente em Avengers: Doomsday. No trailer oficial, Thor reage com incredulidade ao avistar Steve, mas a reação ganha novo sentido quando percebemos que o que realmente o surpreende é a presença de Loki, alguém que ele viu morrer em Avengers: Infinity War e que não deveria estar mais vivo.
Como chegamos aqui
O caminho até esse ponto começou com o primeiro teaser de Avengers: Doomsday, que mostrou Steve segurando um bebê (presumivelmente o filho de Peggy) e anunciando seu retorno. O trailer seguinte trouxe a cena de Steve encontrando Thor, gerando diversas teorias nas comunidades online. A mais persistente era que Steve não apareceria sozinho; alguns fãs apontaram pistas em Spider-Man: Brand New Day e nos diálogos de Loki nas séries da Disney+.
Ao longo de 2025, a Marvel mudou o antagonista principal de Kang para Doctor Doom, um movimento que dividiu a base de fãs. Para reparar a narrativa, o estúdio decidiu usar o "Encore" como ferramenta de ponte, inserindo elementos que justificam a presença de personagens que, de outra forma, pareceriam fora de lugar.
Além da cena com Loki, outra sequência do "Encore" mostra a TVA (Autoridade Temporal Variável) em pânico, indicando que o multiverso está se desfazendo. Essa informação ecoa o final da segunda temporada de Loki, onde o personagem sacrificou tudo para salvar linhas temporais, reforçando a ideia de que ele seria o melhor aliado para enfrentar Doom.
- Steve Rogers volta ao presente segurando seu filho.
- Loki aparece na porta, já ciente da situação.
- A TVA reage ao colapso multiversal, sugerindo stakes maiores.
- Doctor Doom é introduzido como o novo grande vilão.
Essas peças se encaixam como um quebra-cabeça que, até então, parecia incompleto. A Marvel usou o "Encore" para alinhar a cronologia e dar sentido à presença inesperada de Loki.
O que vem depois
Com a confirmação de Loki ao lado de Steve, o roteiro de Avengers: Doomsday ganha uma camada de complexidade que pode mudar a dinâmica da equipe. Se Loki realmente está recrutando Steve, podemos esperar:
- Um uso mais estratégico das habilidades de manipulação temporal de Loki.
- Possíveis alianças inesperadas entre personagens que antes eram antagonistas.
- Um aprofundamento nas consequências do multiverso, já que a TVA está em alerta máximo.
- Um confronto final que misture tecnologia de Doctor Doom com magia de Loki, criando um cenário híbrido.
Por outro lado, há riscos. A presença de Loki pode alienar fãs que ainda guardam ressentimento da traição em Infinity War. Além disso, a dependência de cenas retroativas pode ser vista como um artifício narrativo barato, desviando o foco da construção original dos personagens.
Em suma, a decisão da Marvel de inserir Loki no "Encore" é ousada. Ela confirma uma teoria popular, mas também coloca a narrativa em um ponto delicado, onde o equilíbrio entre surpresa e coerência será testado nos próximos meses.
Onde isso pode dar
Se a Marvel conseguir transformar a parceria improvável entre Steve Rogers e Loki em um ponto de virada convincente, Avengers: Doomsday poderá redefinir o que esperamos de um filme de equipe. A combinação de um herói clássico com um anti‑herói manipulador tem o potencial de criar momentos épicos, além de abrir espaço para histórias futuras que explorem mais a fundo a moralidade cinzenta dos personagens.
No entanto, se a execução falhar, a cena pode ser lembrada apenas como um truque de marketing, deixando os fãs com a sensação de que a trama foi forçada para encaixar teorias ao invés de seguir seu próprio ritmo. O futuro do MCU dependerá de como esses elementos serão integrados ao grande arco narrativo que se desenrola.


