De 13 a 20 de outubro, o extraction shooter arc raiders abre as portas para um teste de modo PvE — e a Embark Studios admite que a maioria dos jogadores já ignora o PvP há tempos. Dados internos mostram que 34% da base joga apenas PvP puro, percentual estável desde o lançamento, enquanto o grupo que misturava cooperação e traição encolheu; a fatia que só quer co-op contra as máquinas virou o novo normal.
O modo PvP original: tensão e risco real
O coração do Arc Raiders sempre foi a incerteza. Você entra no rust belt, enfrenta ARCs — robôs assassinos que patrulham o mapa — e, a qualquer momento, outro Raider pode virar as costas e atirar nas suas costas pelo saque. Essa tensão, herdada do Dark Zone de The Division, é o que define o gênero extraction shooter: você nunca está seguro até extrair.
No papel, isso cria histórias emergentes. Na prática, afasta quem só quer jogar com amigos sem olhar por cima do ombro. A Embark percebeu que o público "pacifista" não é nicho: é a maioria. O comunicado oficial chama esse grupo de "parte central da nossa comunidade" e assume que o jogo os forçava a "contornar o design" — ou seja, evitar conflitos ativamente em vez de abraçá-los.
O novo modo PvE: cooperativo puro com compensações
O teste de 13 a 20 de outubro adiciona um toggle na seleção de partida. Escolha PvE e três coisas mudam:
- Zero dano entre jogadores — ninguém pode te matar, nem por acidente.
- Valor do loot reduzido — recompensa menor reflete risco menor.
- Eventos especiais removidos — night raids, hidden bunker, locked gate e frigate não aparecem, pois foram desenhados para encontros imprevisíveis com humanos.
Para não virar passeio, a Embark mexeu nos ARCs: se você for derrubado por eles e rastejar, podem re-adquirir você como alvo. Ficar parado faz eles te ignorarem. É a velha tática de "fazer de morto" virando mecânica oficial.
A Bungie segue caminho parecido com Marathon. O extraction shooter deles também ganhará modo PvE permanente, sinal de que a indústria ouviu o recado: tem gente demais querendo co-op sem a ansiedade de ser traído. A pergunta que fica é se o gênero sobrevive sem sua alma.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Quer tensão pura e histórias de traição: fique no PvP. O risco humano é o que faz o coração acelerar na extração; sem ele, o loop vira farm previsível.
Joga com amigos fixos e odeia perder progresso por culpa de terceiros: o PvE é seu modo. Loot menor compensa a paz de espírito — e os ARCs mais agressivos ainda exigem coordenação.
Curte os eventos especiais (Night Raids, Frigate): esses só existem no PvP. Se eles são seu conteúdo favorito, o toggle PvE te tira a melhor parte do endgame.
Quer testar builds sem pressão: PvE vira campo de treino legítimo. Experimente armas, gadgets e rotas de extração sem punição por erro alheio.
A aposta da redacao
O teste de uma semana dirá se o PvE vira modo permanente ou fica como opção de nicho. Meu palpite: a Embark vai manter os dois, mas o PvP vai sangrar jogadores casuais — restando só os hardcores que caçam uns aos outros. O risco é criar dois jogos distintos que não se falam, cada um com economia e meta próprios. Se o PvE virar "modo fácil" onde se farma recurso pra levar pro PvP, a integridade competitiva vai pro espaço. A Embark precisa decidir: Arc Raiders é um jogo de tensão social ou um co-op de robôs com opção de PvP? Tentar ser os dois ao mesmo tempo costuma agradar ninguém.


