TL;DR: Annike Tan, criadora de conteúdo no TikTok, viralizou ao transformar bolsas e acessórios em cyberdecks quase invisíveis, incluindo versões com MP3 e energia solar.
Quem é Annike Tan e como ela ficou conhecida?
Annike Tan, conhecida no TikTok como @ubeboobey, é uma DIYer que ganha destaque ao montar computadores portáteis – os chamados cyberdecks – disfarçados de objetos do dia a dia. Seu projeto mais famoso é um cyberdeck temático de sereia dentro de uma bolsa antiga, que chamou a atenção de publicações como The Cut e Wired. A proposta dela vai além da estética: ela busca que o dispositivo passe despercebido em ambientes públicos.
Por que os cyberdecks estão mudando de aparência?
Originalmente, os cyberdecks lembravam pequenos laptops, com teclados compactos e telas de poucos centímetros. Essa imagem clássica vem de obras cyberpunk, mas a comunidade maker tem buscado algo mais pessoal e funcional. Disfarçar o hardware em objetos cotidianos resolve dois problemas: reduz o risco de roubo e permite que o usuário carregue a ferramenta sem atrair olhares curiosos.
Como Annike Tan construiu seu cyberdeck dentro de uma bolsa?
O processo segue três etapas básicas:
- Escolha da caixa: Tan reutiliza bolsas ou mochilas com compartimentos internos amplos, garantindo espaço para placa-mãe, bateria e módulos de expansão.
- Componentes compactos: Ela opta por placas raspberry pi ou similares, que oferecem boa performance com baixo consumo.
- Integração de periféricos: teclado dobrável, tela oled de 5" e um pequeno módulo de áudio para transformar o deck em MP3 player.
Todo o conjunto é conectado via cabos flexíveis, e a alimentação costuma vir de baterias Li‑Po recarregáveis, algumas vezes complementadas por painéis solares miniaturizados.
Quais são as funcionalidades extras que Annike adicionou?
Além do simples “computador de bolso”, Tan experimentou:
- MP3 player integrado: usando um DAC de alta qualidade, o deck reproduz música diretamente dos arquivos armazenados no SD card.
- Energia solar: painéis flexíveis acoplados ao exterior da bolsa carregam a bateria enquanto o usuário caminha, ideal para quem quer autonomia prolongada.
- Modos de segurança: um botão de desligamento rápido que corta a energia para evitar rastreamento ou acesso não autorizado.
O que isso significa para a comunidade geek brasileira?
Para fãs de hardware, cultura cyberpunk e makers, o trabalho de Annike abre caminho para projetos mais discretos e portáteis. No Brasil, onde a importação de componentes ainda é cara, reutilizar objetos já existentes pode reduzir custos e incentivar a criatividade local. Além disso, a visibilidade nas redes ajuda a popularizar a ideia de “tecnologia vestível” fora dos tradicionais smartwatches.
Quais são os desafios de montar um cyberdeck disfarçado?
Embora a ideia pareça simples, há obstáculos técnicos:
- Ventilação: esconder o hardware pode bloquear a dissipação de calor, exigindo soluções como dissipadores finos ou ventiladores silenciosos.
- Conectividade: manter portas USB, HDMI ou Ethernet acessíveis sem comprometer o disfarce requer adaptadores personalizados.
- Ergonomia: usar um teclado dobrável ou touchscreen pode limitar a produtividade comparado a um laptop tradicional.
Superar esses pontos demanda testes e, muitas vezes, a escolha de componentes ainda mais compactos.
Como começar um projeto similar no Brasil?
Para quem quer seguir o exemplo de Annike, o caminho recomendado é:
- Definir o objetivo: uso como estação de hacking, media player ou ferramenta de programação.
- Selecionar a caixa: bolsas de couro, mochilas de viagem ou até capas de câmera podem servir.
- Comprar componentes: Raspberry Pi 4, módulos de bateria li‑po, telas OLED e teclados mecânicos mini.
- Planejar a distribuição interna: desenhar um layout em papel ou software CAD para evitar interferências.
- Testar e ajustar: montar tudo, verificar temperatura e autonomia, e fazer ajustes antes de fechar a caixa.
Datas e o que vem depois
Até o momento, Annike Tan não anunciou novos projetos, mas a tendência de cyberdecks camuflados deve ganhar força nos próximos meses, especialmente com a chegada de novos módulos solares mais eficientes. No cenário brasileiro, eventos como a CCXP e a Anime Friends podem apresentar workshops de DIY que adotem essa abordagem, oferecendo peças e tutoriais para a comunidade.
"A ideia não é só esconder o computador, mas criar algo que se encaixe no cotidiano sem atrapalhar a estética pessoal", diz Annike em um de seus vídeos.
Onde isso pode dar
Se a prática se popularizar, poderemos ver:
- Cyberdecks integrados a roupas, como jaquetas com bolsos especiais.
- Parcerias com marcas de moda que queiram lançar linhas de “techwear” com hardware embutido.
- Mais conteúdo educativo em português, facilitando o acesso de makers iniciantes.
O movimento já demonstra que a cultura geek está pronta para mesclar estilo e funcionalidade, sem abrir mão da criatividade.


