Backrooms virou sensação em 2026, mas outros filmes de ficção científica já entregam reviravoltas ainda mais intensas e perturbadoras.
Por que annihilation (2018) supera Backrooms?
Annihilation — adaptação do romance de Jeff VanderMeer dirigida por Alex Garland — traz um grupo de cientistas que adentram uma zona misteriosa chamada "the shimmer". O visual psicodélico, aliado a mutações biológicas e psicológicas, cria um ambiente de incerteza constante. Cada descoberta dentro da zona revela camadas de significado que desafiam a lógica, fazendo o espectador questionar a própria realidade, algo que Backrooms tenta, mas não alcança com a mesma profundidade temática.
Como i saw the tv glow (2024) entrega uma experiência mais alucinante que Backrooms?
Dirigido por Jane Schoenbrun, I Saw the TV Glow acompanha Owen, um adolescente que se aprofunda em um programa de TV enigmático chamado "the pink opaque". A obsessão desencadeia dúvidas sobre identidade e realidade, culminando em sequências visuais que lembram um delírio psicodélico. O filme não só desafia a percepção do espectador, como também funciona como uma poderosa alegoria sobre transição de gênero, tornando‑o mais complexo e emocionalmente carregado que a simples claustrofobia dos Backrooms.
O que torna under the skin (2013) mais perturbador que Backrooms?
Com Scarlett Johansson no papel da misteriosa "The Female", Under the Skin explora a alienação através de encontros noturnos nas ruas de Glasgow. A ausência de diálogos e a ênfase em imagens desconcertantes criam uma sensação de desconforto que persiste muito depois dos créditos. Enquanto Backrooms se apoia em ambientes labirínticos, Under the Skin cria horror interno, deixando o público inquieto ao observar a desconexão emocional da protagonista.
Por que possessor (2020) é mais intrigante que Backrooms?
Brandon Cronenberg, filho de David Cronenberg, dirige Possessor, um thriller de corpo‑horror onde uma assassina controla corpos alheios para executar missões. O filme mergulha na psique fragmentada da assassina, mostrando a luta interna por identidade enquanto ela troca de hospedeiros. Essa exploração da consciência e da perda de controle oferece um nível de tensão psicológica que ultrapassa a simples sensação de estar perdido nos corredores infinitos de Backrooms.
O que coherence (2013) oferece que Backrooms não tem?
Um jantar aparentemente comum se transforma em caos quando um cometa passa próximo à Terra, provocando realidades paralelas em Coherence. O roteiro, escrito por James Ward Byrkit, utiliza um elenco pequeno e recursos limitados para criar uma teia de possibilidades infinitas, mantendo o espectador em estado de dúvida constante. A capacidade de gerar múltiplas linhas narrativas em um único ambiente fechado supera a simples atmosfera claustrofóbica de Backrooms.
Resumo rápido dos 5 filmes
- Annihilation – zona misteriosa que distorce a biologia e a mente.
- I Saw the TV Glow – obsessão por um programa de TV que questiona identidade.
- Under the Skin – alienígena silenciosa que caça humanos nas ruas de Glasgow.
- Possessor – assassina que troca de corpos, explorando controle e culpa.
- Coherence – jantar que se desdobra em realidades paralelas após um cometa.
Essas obras mostram que, embora Backrooms tenha sido um marco de 2026, o gênero sci‑fi já oferece experiências ainda mais desafiadoras para quem busca narrativas que realmente mexam com a cabeça.
O que falta saber
Se você ainda não assistiu a nenhum desses títulos, vale a pena começar por Annihilation, já que ele combina elenco de peso, direção reconhecida e um visual que define o padrão para o que chamamos de "mind‑bending". Depois, siga para Coherence para entender como um filme de baixo orçamento pode criar múltiplas camadas de realidade. Por fim, I Saw the TV Glow e Under the Skin oferecem abordagens mais art‑house, enquanto Possessor fecha a lista com puro horror corporal.


