TL;DR: A série animada de Among Us estreou na Paramount+ em 5 de junho de 2026, misturando humor ácido, gore estilizado e um mistério à la agatha christie que a torna a produção mais subestimada do ano.
O que é a série animada de Among Us?
A série, desenvolvida por Owen Dennis e produzida pela Titmouse, Inc., traz para a tela o mesmo universo do jogo indie de 2018 da innersloth. Cada episódio segue a tripulação colorida da nave USS Skeld, que tenta manter a produção de minério enquanto lida com impostores alienígenas que adoram matar e se disfarçar.
Como a série mantém a estética do jogo?
Os personagens são exatamente como no game: corpos sem braços, mãos que flutuam quando precisam, e esqueletos gigantes expostos quando são despedaçados. As cores são usadas como nomes — Red, Blue, Lime etc. — e a animação conserva o visual cartunesco que fez o jogo viral.
Quem são os principais personagens e seus dubladores?
- Red (capitão) – dublado por Randall Park.
- Orange (chefe burocrata) – voz de Yvette Nicole Brown.
- Black e Cyan (geólogas) – Liv Hewson e Kimiko Glenn/Kate Micucci.
- Lime (engenheiro chefe) – Wayne Knight.
- Yellow e Brown (chefes de refeitório) – Debra Wilson e Phil LaMarr.
- Purple (segurança) – Ashley Johnson.
- Green (estagiário) – Elijah Wood.
- Blue (médico) – Dan Stevens.
- White (rico mimado) – Patton Oswalt.
Qual é o tom da série? Mais terror ou comédia?
Apesar de ter cenas de sangue que lembram the thing (mas sem perder a inocência dos 10‑plus), o programa aposta na comédia de situação. Cada morte vem acompanhada de um humor negro, enquanto as discussões nas “emergency meetings” são cheias de piadas internas e referências ao próprio meme “sus”.
Como a série lida com o mistério dos impostores?
Os episódios são estruturados como pequenos casos de assassinato. O espectador tenta adivinhar quem está se camuflando, e quando a revelação acontece, a série confirma que jogou limpo — não há pistas falsas, apenas comportamentos suspeitos dos personagens. O resultado é um “primeiro contato” de Agatha Christie para a geração que só conhece o termo “sus”.
Quais são as referências cinematográficas presentes?
A produção faz homenagens claras a clássicos de sci‑fi e horror. O clima corporativo opressor da mira corporation lembra Alien (Ridley Scott). O visual grotesco dos impostores faz alusão ao monstro de The Thing (John Carpenter). E a estrutura de investigação remete a And Then There Were None de Agatha Christie.
Por que a série passou despercebida?
Paramount+ lançou a série sem grande campanha de marketing — o que, ironicamente, gerou o “sus” mais puro. Sem trailers bombásticos, a maioria dos fãs de Among Us nem percebeu que a série existia, o que acabou criando um culto underground de quem descobriu por acaso.
Vale a pena maratonar agora?
Com apenas uma temporada de oito episódios, cada um com cerca de 22 minutos, a série é fácil de consumir. Se você curte humor ácido, cenas de gore estilizado e um bom quebra‑cabeça de quem é o impostor, dê o play. A experiência completa inclui observar as mudanças nas aberturas de crédito — personagens mortos desaparecem, reforçando a sensação de perigo constante.
Onde assistir e quais são os próximos passos?
A série está disponível exclusivamente no catálogo da Paramount+ para todos os planos. Ainda não há confirmação de renovação, mas o sucesso inesperado entre a comunidade geek indica que uma segunda temporada pode estar a caminho. Fique de olho nas redes oficiais da Paramount+ e da Innersloth.
O que falta saber?
Alguns pontos ainda são nebulosos: a origem exata dos impostores, o futuro da Mira Corporation e se o universo de Among Us vai se expandir para outros formatos (quadrinhos, games spin‑off, etc.). Por enquanto, a única pista é que a série ainda tem muito sangue para derramar.
Para ficar no radar
Se você ainda não deu um pulo na Paramount+, marque na agenda: a série pode ganhar nova temporada ou spin‑offs nos próximos meses. Enquanto isso, vale revisitar o jogo original, conferir os memes “sus” que ainda circulam e, claro, compartilhar a descoberta com a galera do discord — quem sabe o próximo “sus” não seja você?


