O desfecho de Amanda the Adventurer 3 ganha data nos consoles
A publisher DreadXP e a desenvolvedora MANGLEDmaw Games confirmaram que Amanda the Adventurer 3 — o capítulo derradeiro da franquia de horror que transformou fitas vhs em pesadelos — chegará ao playstation 5, playstation 4, xbox series, xbox one, nintendo switch e até ao aguardado sucessor da Nintendo em 28 de maio. Após uma estreia bem-sucedida no PC em novembro de 2025, o título agora se prepara para assombrar as salas de estar de todo o mundo.
Para quem não acompanhou a jornada, Amanda the Adventurer é uma série de jogos de aventura e horror que utiliza a estética nostálgica e perturbadora de programas infantis dos anos 90. A premissa gira em torno de Riley Park, que, após herdar fitas de vídeo de sua Tia Kate, vê-se presa em um mistério sobrenatural envolvendo a sinistra Hameln Entertainment. Se o primeiro jogo nos confinou a um sótão e o segundo nos levou à biblioteca de Kensdale, o terceiro capítulo promete desvendar os segredos da própria fábrica onde a série foi produzida.
Um comparativo entre as versões: o que muda?
A transição de um jogo focado em apontar e clicar (point-and-click) para consoles traz desafios técnicos e de usabilidade. Abaixo, analisamos como a experiência pode variar dependendo da plataforma escolhida:
| Plataforma | Expectativa de Performance | Diferencial |
|---|---|---|
| PS5 / Xbox Series | 4K nativo e tempos de carregamento instantâneos | Imersão máxima e fidelidade visual |
| Nintendo Switch / Sucessor | Portabilidade total | Ideal para o estilo de jogo de investigação |
| PS4 / Xbox One | Estável, porém limitado | Acesso democrático ao final da saga |
A grande questão aqui é: o jogo perde a essência ao sair do PC? A jogabilidade de Amanda the Adventurer 3 é baseada em puzzles estilo escape room, que exigem atenção aos detalhes escondidos nas fitas. Em teoria, jogar isso no controle, sentado no sofá, pode ser até mais imersivo do que na frente de um monitor, já que a atmosfera de "assistir TV" é o coração do horror proposto pelo estúdio.
O que esperar da conclusão da saga
A MANGLEDmaw Games prometeu que este será o encerramento definitivo da história de Riley e Amanda. O jogo introduz uma nova área: a instalação abandonada da Hameln Entertainment. É aqui que o bicho pega. Se nos jogos anteriores estávamos apenas reagindo ao conteúdo das fitas, agora estamos fisicamente presentes no local onde o mal foi gerado. As principais promessas para este encerramento incluem:
- Puzzles complexos: A promessa é de que os quebra-cabeças serão mais desafiadores, exigindo que o jogador cruze informações de diferentes fitas VHS.
- CGI de época: A estética dos anos 90 continua sendo o ponto alto, com animações propositalmente datadas que criam um contraste desconfortável com a narrativa sombria.
- Respostas concretas: Finalmente saberemos a motivação por trás da Hameln Entertainment e o destino final de Tia Kate.
Vale ressaltar que a série sempre se apoiou na curiosidade mórbida do jogador. O fato de ser o capítulo final traz um peso extra: não há mais espaço para pontas soltas. Se a desenvolvedora falhar em entregar um fechamento satisfatório, a franquia corre o risco de ser lembrada apenas como um "truque visual" que perdeu o fôlego.
Pra cada perfil, um vencedor
A escolha de onde jogar Amanda the Adventurer 3 depende menos da performance técnica e mais do seu estilo de jogo. Se você busca a experiência mais polida e com o melhor tempo de resposta para os puzzles, as versões de nova geração (PS5/Xbox Series) são a escolha óbvia. A fluidez é essencial quando você está sendo perseguido por segredos digitais.
Por outro lado, se você é do tipo que gosta de jogar horror no escuro, com fones de ouvido e o controle na mão, a versão de Nintendo Switch (ou seu sucessor) oferece uma intimidade maior com a tela. Afinal, Amanda the Adventurer é, em essência, sobre a relação do espectador com a tela. Jogar em um dispositivo portátil, que você pode segurar como se fosse um objeto amaldiçoado, pode elevar o fator medo a um novo patamar.
No fim das contas, o que importa é que a saga não fique inacabada. O mercado de jogos de horror indie tem muitos exemplos de títulos que começam bem e se perdem no caminho. A aposta da redação é que a transição para os consoles seja o empurrão que a franquia precisava para se consolidar como um clássico cult moderno.


