TL;DR: O platformer "Alice: Madness Returns" comemora 15 anos e, apesar das limitações técnicas da época, ainda se destaca pela narrativa sombria e merece um remake para PlayStation 5.
O que aconteceu?
Em 2011, a Electronic Arts (EA) lançou Alice: Madness Returns, sequência direta do cultuado American McGee’s Alice de 2000. Desenvolvido pela estúdio chinês Spicy Horse, o jogo trouxe Alice de volta a um Wonderland distorcido, agora marcado por traumas psicológicos, violência e estética gótica. A trama acompanha a heroína adulta, que, após ser internada em um asilo vitoriano, é forçada a mergulhar novamente em seu próprio mundo de pesadelos para enfrentar um psiquiatra perverso.
O título chegou como bônus de pré‑pedido da sequência Alice: Madness Returns no PS3 e, simultaneamente, foi disponibilizado no PC via steam por poucos dólares. Apesar da recepção positiva de críticos que elogiaram a direção de arte e a originalidade da história, o jogo sofreu com as limitações do Unreal Engine 3 no console, resultando em texturas que pop‑in e visual “embaçado” comparado a padrões atuais.
Como chegamos aqui?
O caminho até o 15º aniversário de Alice: Madness Returns é marcado por alguns marcos importantes:
- 2000 – Lançamento do original: "American McGee’s Alice" trouxe a primeira visão gótica de Lewis Carroll, usando o motor id Tech 3.
- 2011 – Sequência no PS3: EA decidiu apostar em um título experimental, lançando a continuação como bônus de pré‑pedido, enquanto ainda publicava Shadows of the Damned no mesmo período.
- 2012‑2020 – Declínio de suporte: O jogo foi retirado das lojas digitais da Sony, permanecendo apenas em cópias físicas usadas e na versão Steam, que continua acessível por um preço baixo.
- 2024‑2025 – Renascimento de títulos retro: A indústria viu um boom de remasters para PS5, como Horizon Zero Dawn e Crash Bandicoot 4, reacendendo a esperança de que franquias esquecidas possam ser revividas.
Entretanto, a EA ainda detém os direitos da série e, até o momento, não há anúncios oficiais de remaster ou continuação. O próprio criador, American McGee, já expressou interesse em revisitar o universo, mas reconhece que a burocracia editorial impede avançar.
O que vem depois?
Se a comunidade gamer realmente deseja ver Alice: Madness Returns relançado, alguns caminhos são possíveis:
- Remaster oficial para PS5: Atualização de texturas, correção de bugs e inclusão de modos de dificuldade ajustáveis.
- Versão indie: Um estúdio pequeno poderia adquirir a licença e criar uma “spiritual successor”, mantendo a estética e a narrativa sombria.
- Disponibilidade ampliada: Re‑lançamento digital nas lojas da Sony e xbox, facilitando o acesso a novos jogadores.
Enquanto isso, colecionadores ainda buscam cópias usadas do disco ps3, que têm subido de preço nas plataformas de segunda mão. Para quem não tem um console antigo, a versão Steam continua sendo a forma mais prática de experimentar o jogo, ainda que com os mesmos problemas de performance da época.
Vale a pena revisitar Alice: Madness Returns?
Se você curte narrativas que misturam psicologia, horror gótico e referências literárias, Alice: Madness Returns ainda oferece uma experiência única. A combinação de armas improvisadas – como o moedor de pimenta que funciona como metralhadora – e a animação de cabelos que reage realisticamente ao movimento ainda impressiona, mesmo com a tecnologia de 2011.
Além disso, o jogo funciona como uma cápsula do tempo da era de experimentação da EA, mostrando como grandes estúdios ainda arriscavam projetos fora do mainstream. Mesmo que não esteja entre os melhores jogos de PS3, ele tem valor histórico e artístico.
Portanto, se você tem curiosidade sobre como a literatura vitoriana pode ser reinterpretada em um videogame, ou simplesmente quer explorar um título que fugiu dos padrões de 2011, vale a pena dar uma chance – seja no PS3 original, no PC via Steam ou, idealmente, em um futuro remake para PS5.
Para ficar no radar
Fique atento a anúncios da EA ou de desenvolvedores independentes que possam adquirir a licença. Enquanto isso, siga comunidades no reddit e Discord que organizam “playthroughs” e trocam dicas de performance para a versão PC. Quem sabe, o próximo grande hype da nostalgia gamer não seja exatamente esse clássico sombrio?


