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Advogado Stephen Aarons multado $5 mil por IA falsa

· · 3 min de leitura
Stephen Aarons, de terno, ao lado de um martelo judicial e um holograma de cérebro digital representando IA
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Stephen Aarons, advogado de defesa criminal, foi multado em US$5 mil depois que a Suprema Corte do Novo México constatou que ele inseriu testemunhas e depoimentos policiais inteiramente fabricados por inteligência artificial em um recurso de assassinato.

O caso levantou um debate intenso sobre até onde a tecnologia pode (ou deve) ser usada na prática jurídica. Enquanto alguns defendem que a IA pode acelerar a pesquisa jurisprudencial, outros alertam para os riscos de "alucinações" que podem comprometer a integridade do processo.

IA sem revisão humana: rapidez, mas a que custo?

Esta abordagem consiste em gerar documentos, argumentos ou até mesmo simulações de testemunhas usando ferramentas como o chatgpt e, em seguida, apresentá‑los ao tribunal sem validação humana aprofundada.

  • Vantagens percebidas: economia de tempo, redução de custos com pesquisas manuais e acesso rápido a grandes volumes de informação.
  • Desvantagens críticas: risco de "alucinações" – informações falsas que o modelo produz com confiança, como aconteceu no caso de Aarons; violação de normas de ética profissional; possíveis sanções disciplinares.

IA com revisão humana: o caminho mais seguro

A estratégia recomenda que o advogado use a IA como ferramenta de apoio – por exemplo, para rascunhar argumentos ou localizar precedentes – mas que todo o conteúdo seja revisado, verificado e, se necessário, editado por um profissional antes de ser submetido ao judiciário.

  • Vantagens: combina a velocidade da IA com a confiabilidade humana; minimiza riscos de informações falsas; mantém a conformidade com o Código de Ética da OAB.
  • Desvantagens: demanda mais tempo de revisão; pode gerar custos adicionais se houver necessidade de contratar assistentes ou consultores especializados em IA.

Comparativo rápido

Critério IA sem revisão IA com revisão
Tempo de produção Imediato Horas a dias (dependendo da complexidade)
Precisão factual Baixa – risco de alucinações Alta – validação humana
Conformidade ética Comprometida Preservada
Custo Reduzido (menos horas de trabalho) Maior (revisão e possíveis consultorias)
Risco de sanções Alto – como a multa de US$5 mil Baixo – mitigado por checagens

Vereditos: o melhor pra cada perfil

Não há solução única que sirva a todos os escritórios. O que importa é alinhar a estratégia ao perfil do profissional e ao grau de risco que ele está disposto a assumir.

  • Advogados individuais ou pequenos escritórios: podem adotar a IA como rascunho, mas devem instituir um processo de revisão rigoroso – um colega, um estagiário ou até mesmo um serviço de revisão especializado.
  • Grandes bancas e departamentos jurídicos corporativos: têm recursos para criar squads de compliance de IA, garantindo que cada documento gerado passe por auditoria antes de ser apresentado ao cliente ou ao tribunal.
  • Estudantes de direito e recém‑formados: o uso da IA pode ser um excelente aprendizado, desde que entendam que o produto final precisa ser verificado – o erro de Aarons serve como alerta.

Em resumo, a IA pode ser uma aliada poderosa, mas somente quando acompanhada de um processo de validação que respeite os padrões éticos da advocacia.

Onde isso pode dar

O caso Aarons pode ser o ponto de partida para regulamentações mais claras sobre o uso de IA no judiciário americano – e, por extensão, no Brasil. A OAB já sinaliza a necessidade de diretrizes, mas ainda não há um código específico. Enquanto isso, escritórios que ignorarem a necessidade de revisão correm risco de multas, processos disciplinares e, sobretudo, perda de credibilidade.

Para os profissionais que desejam se manter à frente, a recomendação é simples: adote a IA como ferramenta de apoio, mas nunca como substituta da análise humana. O futuro da prática jurídica será híbrido, e quem entender essa dinâmica primeiro terá a vantagem competitiva.

Perguntas frequentes

Um advogado pode usar IA para gerar argumentos sem risco?
É possível usar IA como apoio, mas sempre é necessário revisar o conteúdo. Sem verificação, há risco de informações falsas e sanções disciplinares.
Qual foi a multa aplicada ao advogado Stephen Aarons?
A Suprema Corte do Novo México multou Stephen Aarons em US$5 mil por inserir testemunhas e depoimentos falsos criados por IA em um recurso.
A OAB já tem normas sobre o uso de IA na advocacia?
A OAB ainda não possui um código específico sobre IA, mas alerta que o uso de tecnologia deve respeitar o Código de Ética e a verificação de fatos.
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