Absolute Flash #18 acaba de entregar a estreia de Hunter Zolomon e Abra Kadabra no Universo Absoluto da DC, e a reimaginação transforma o mago na ameaça mais visceral que Wally West já enfrentou nessa nova continuidade. Zolomon surge como agente da DEO com deslocamento temporal de um minuto, enquanto Kadabra aparenta reescrever a matéria — mas tudo indica ser encenação ilusionista.
Quem é Hunter Zolomon no Universo Absoluto?
Hunter Zolomon — conhecido nas HQs clássicas como Zoom, o velocista que manipula tempo relativo — reaparece aqui como agente da DEO (Departamento de Operações Extranormais) especializado em ameaças sobrenaturais. Diferente da versão principal, onde ganhou poderes após acidente com a esteira Cósmica, este Zolomon já possuía a habilidade de se projetar um minuto no passado ou futuro antes de conhecer Wally West. Elenore Thawne o designou para encontrar e matar o Flash absoluto. Na prática, ele não corre: antecipa o futuro e se reposiciona no presente, criando a ilusão de supervelocidade. O resultado é um massacre tático onde Wally mal consegue reagir.
Como funcionam os poderes temporais desse novo Zoom?
O mecanismo é simples e brutal: Zolomon envia a consciência um minuto adiante, observa o desfecho, e retorna ao momento anterior no local exato onde precisa estar. Para observadores, ele teleporta; na verdade, ele já viveu aquele segundo. Isso neutraliza a vantagem de velocidade pura de Wally, pois o vilão não precisa ser mais rápido — apenas mais informado. A edição mostra Zolomon desmontando o herói golpe a golpe, sempre um passo à frente na linha temporal.
Quem é Abra Kadabra e por que ele está mais perigoso?
Abra Kadabra — vilão clássico do Flash que usa tecnologia do século 64 disfarçada de mágica — estreia como prisioneiro da DEO trazido à força por Zolomon. Em vez de truques de palco, ele transforma pessoas em monstros de carne distorcida: Ralph Dibney vira um emaranhado de membros elásticos, Grood é decapitado e tem a cabeça puxada de um chapéu. O sadismo é explícito, ele saboreia o sofrimento. Mas há um detalhe que muda tudo.
As atrocidades de Abra Kadabra são reais ou ilusão?
Grood grita "mentiroso" antes de ser "morto", e a DEO arriscaria exposição massiva soltando um prisioneiro que derrete civis em praça pública. A aposta mais forte: Kadabra continua sendo o charlatão de sempre, agora com ilusões em escala industrial ou hipnose em massa. Ele quer plateia, aplausos, fama — e o palco do Universo Absoluto lhe caiu no colo. Se for confirmado, o terror psicológico supera o físico: Wally luta contra pesadelos que não existem, enquanto o verdadeiro perigo passa despercebido.
O que o Universo Absoluto acerta nas reinvenções?
A força da linha Absolute não está em mudar por mudar, mas em preservar o núcleo do personagem sob nova tinta. Zolomon continua sendo o homem que serve uma estrutura maior, disposto a sujar as mãos pela "ordem". Kadabra segue sendo o fraudador que finge poder real para aplausos. Superman continua sendo esperança encarnada, Batman a cicatriz que protege outras cicatrizes, Mulher-Maravilha a compaixão armada. As origens mudam, a estética escurece, mas a bússola moral — ou imoral — não vira.
- Zolomon: agente estatal com deslocamento temporal, não velocista
- Kadabra: prisioneiro da DEO, aparente distorção de realidade, provável ilusionismo
- Wally West: alvo prioritário de Elenore Thawne
- Ralph Dibney e Grood: vítimas do espetáculo de Kadabra
- Essência dos personagens mantida apesar de origens reinventadas