Abelina, o novo platformer indie que se passa em um pós‑vida natural, foi anunciado por Gabe Askew – ex‑animador de League of Legends – e conta com a trilha de Ryan Holladay, compositor de Resident Evil. O jogo deve chegar ao Steam em 2027 e já gera expectativa entre fãs de experiências atmosféricas.
Abelina vs. Inside
Estilo visual: Enquanto Inside aposta em sombras minimalistas e ambientes opressivos, Abelina apresenta um cenário inspirado em filmes de stop‑motion soviéticos, repleto de cores terrosas, flora exuberante e criaturas oníricas.
Jogabilidade: Ambos exigem precisão, mas Inside foca mais em puzzles sequenciais; Abelina mistura saltos precisos, rolagens semelhantes a besouros e sequências de voo guiadas por um misterioso “coelho‑gato”.
trilha sonora: A música de Inside é minimalista e tensa, já a de Abelina traz a assinatura de Ryan Holladay, combinando acordes melancólicos com toques eletrônicos que lembram as trilhas de Love, Death + Robots.
Abelina vs. Little Nightmares
Atmosfera: Little Nightmares cria horror sutil através de ambientes claustrofóbicos; Abelina, por outro lado, oferece uma sensação de melancolia poética em um mundo aberto onde o jogador cuida de jardins e esculpe máscaras.
Narrativa: Em Little Nightmares a história é contada de forma implícita, enquanto Abelina coloca o protagonista Vasily – “morto há algum tempo” – em busca de felicidade ao lado de outros personagens que também habitam o pós‑vida.
Desafios: Ambos apresentam momentos de plataforma desafiadora, porém Abelina inclui rotas ramificadas e vistas amplas que permitem múltiplas abordagens, diferentemente da linearidade de Little Nightmares.
Abelina vs. Ori and the Blind Forest
Direção de arte: Ori é conhecido por seu estilo de pintura digital vibrante; Abelina opta por um visual que remete ao stop‑motion, com texturas que lembram marionetes de madeira e cenários naturais quase pintados à mão.
Mecânicas de voo: Ori introduz habilidades de voo fluídas, já Abelina oferece sequências de voo mais curtas, como se o personagem fosse guiado por correntes de vento em um ambiente onírico.
Emoção: Ambos buscam provocar empatia, mas enquanto Ori foca em uma jornada de superação pessoal, Abelina explora a aceitação da própria morte e a busca por sentido em um lugar que pode ser “antes da morte”.
| Aspecto | Abelina | Inside | Little Nightmares | Ori and the Blind Forest |
|---|---|---|---|---|
| Visual | Stop‑motion soviético, cores terrosas | Sombras minimalistas | Ambiente escuro e claustrofóbico | Pintura digital vibrante |
| Plataforma | Saltos precisos, rolagens, voo curto | Puzzles sequenciais | Desafios de precisão | Movimento fluido, habilidades de voo |
| Trilha sonora | Ryan Holladay – mistura melancolia e eletrônica | Minimalista e tensa | Atmosférica e sombria | Orquestral emotiva |
| Narrativa | Protagonista morto busca felicidade em Abelina | História implícita e misteriosa | Contada por meio de ambiente | Jornada de superação pessoal |
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Se você curte visuals artísticos que lembram animações de cinema antigo, Abelina se destaca frente a Inside e Little Nightmares. Para quem prefere jogabilidade focada em puzzles lineares, Inside ainda pode ser a escolha mais segura. Jogadores que buscam aventura emocional com mecânicas de voo avançadas podem se sentir mais em casa em Ori and the Blind Forest. Já quem deseja explorar um universo pós‑vida cheio de simbolismo e trilha sonora de um compositor de cinema, Abelina oferece a experiência mais singular.
Enquanto aguardamos o lançamento oficial em 2027, vale colocar Abelina na sua lista de desejos do Steam. A combinação de arte, música e narrativa promete um título que, embora ainda não tenha data fixa, já desperta curiosidade entre quem ama plataformas atmosféricas.
Para ficar no radar
Fique de olho nas atualizações da desenvolvedora e nos eventos de indie games que costumam apresentar demos antecipadas. A presença de Gabe Askew, conhecido por seu trabalho em Valorant e League of Legends, indica que o nível de produção visual será alto, enquanto a participação de Ryan Holladay sugere uma trilha sonora que pode se tornar referência nos próximos lançamentos indie.
Em resumo, Abelina traz uma proposta única que combina estética retro‑stop‑motion, mecânicas de plataforma desafiadoras e uma narrativa que questiona a própria ideia de “antes da morte”. Se esse mix soa como a sua cara, adicione o título à sua lista e prepare-se para explorar um dos pós‑vidas mais poéticos já vistos nos games indie.



