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A Livid Lady's Guide to Getting Even: Volumes 1-7 Review

· · 5 min de leitura
Cena do anime A Livid Lady's Guide to Getting Even
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TL;DR: A série de light novels A Livid Lady's Guide to Getting Even (volumes 1‑7) entrega uma vingança ultra‑poderosa com magia de gelo, mas se perde em moralidade duvidosa e feminismo de fachada.

A Livid Lady's Guide to Getting Even – volumes 1‑7 analisados

Quando a princesa herdeira Elizabeth Leiston tem o noivo preso e vê sua vida despedaçada, ela não fica de braços cruzados. Ela foge da prisão, troca o nome para Ellie e monta a Traitre Commercial Firm no império vizinho, usando sete grimórios que dão a ela poderes quase divinos. Ao longo de sete volumes, acompanhamos a ascensão de uma mulher que combina estratégia política, comércio e magia de gelo para fazer justiça – ou seria vingança?

O texto de Hagure Metabo (autor) é rápido, cheio de reviravoltas e, graças à tradução de Rymane Tsouria, mantém o ritmo frenético da narrativa original. Cada volume traz um mix de batalhas, intrigas de corte e cenas de “protagonista superpoderosa” que lembram os memes de “I’m not a hero, I’m a villain”. O resultado? Um entretenimento que prende, mas que também faz a gente coçar a cabeça.

Contexto: por que importa

O subgênero "villainess" tem explodido nos últimos anos, alimentado por leituras de reviravoltas onde a protagonista feminina, inicialmente vítima, vira a antagonista que derruba o sistema patriarcal. A Livid Lady's Guide to Getting Even chega exatamente nesse ponto, prometendo uma narrativa de girl‑power que, ao invés de ser empoderadora, abraça a mesma lógica de opressão que critica.

Além disso, a obra está licenciada pela J‑Novel Club, um selo que tem impulsionado a popularização de light novels no ocidente. A série, portanto, serve como termômetro da aceitação de histórias mais sombrias e moralmente ambíguas entre o público ocidental, que costuma consumir adaptações de anime com temáticas mais leves.

Do ponto de vista temático, a série levanta duas questões que ainda são pouco debatidas no universo otaku:

  • Até que ponto o poder feminino pode ser usado sem reproduzir a mesma tirania masculina?
  • Como a narrativa lida com a responsabilidade ética de um personagem que tem recursos quase divinos?

Reação dos fas/mercado

Nas comunidades de Reddit, Discord e nos fóruns da Anime News Network, a reação tem sido dividida. Os fãs que curtem o estilo "pro‑revenge" elogiam a velocidade da trama e o prazer de ver personagens masculinos incompetentes sendo pulverizados por uma heroína que literalmente controla o clima.

Por outro lado, críticos de cultura geek apontam que a série tropeça em:

  • Feminismo superficial – a protagonista é "poderosa", mas não questiona o sistema que a fez agir assim.
  • Moralidade questionável – assassinatos de crianças e escravidão são tratados como meros detalhes de plot.
  • Personagens masculinos unidimensionais, usados apenas como alvos de vingança.

As vendas dos volumes ainda não foram divulgadas oficialmente, mas a presença constante nos rankings de "light novel mais esperada" indica um interesse considerável. A editora tem investido em campanhas de pré‑venda no Twitter, usando memes de "Ellie is the real boss" que viralizaram rapidamente.

O que esperar

Se a série seguir o ritmo atual, podemos esperar:

  1. Mais revelações sobre os sete grimórios – ainda faltam dois para serem mostrados.
  2. Um aprofundamento nas consequências das ações de Ellie, possivelmente introduzindo um arco de redenção ou queda ainda mais drástica.
  3. Expansão do universo Yutear, com detalhes sobre a tecnologia e o comércio que Ellie desenvolve.

Entretanto, o grande ponto de interrogação permanece: a história vai conseguir transformar a vingança em algo mais que um desfile de sangue? Ou vai continuar a ser um espetáculo de "girl‑power" que ignora as nuances éticas?

Para quem curte histórias de personagens superpoderosos e não se importa com a dose de moralidade duvidosa, a série ainda é um prato cheio. Mas se você procura uma narrativa que realmente questione o papel da mulher no poder, talvez precise procurar em outro lugar.

Para ficar no radar

Enquanto aguardamos novos volumes, vale ficar de olho nas adaptações possíveis. A J‑Novel Club costuma fechar acordos de anime com estúdios que buscam séries de alto impacto visual, e a estética de magia de gelo de Ellie tem tudo para render boas sequências de animação.

Além disso, a comunidade está criando fan‑arts e fan‑fics que exploram o lado mais humano da protagonista, o que pode influenciar futuras direções da história. Se você ainda não leu nenhum volume, comece pelo primeiro para entender a motivação de Ellie antes de mergulhar nos episódios de "pro‑revenge" que virão.

Em resumo, A Livid Lady's Guide to Getting Even é um prato forte de ação e drama, temperado com uma pitada de crítica social que ainda não encontrou seu ponto de equilíbrio. Vale a pena acompanhar, mas com a consciência de que o banquete vem com alguns ingredientes difíceis de digerir.

Perguntas frequentes

Qual é a premissa de A Livid Lady's Guide to Getting Even?
A história segue a princesa Elizabeth, que se transforma em Ellie e usa sete grimórios de magia de gelo para se vingar de quem a traiu, fundando uma empresa mercante no império vizinho.
Quantos volumes da série já foram lançados?
Até o momento, foram publicados sete volumes da light novel.
A série tem adaptação para anime?
Ainda não há confirmação oficial de anime, mas a editora J‑Novel Club costuma buscar adaptações para obras com boa recepção.
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