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Cinema e Series

5 filmes de ficção científica que conquistaram nota máxima de Roger Ebert

· · 4 min de leitura
Pessoa assistindo a um filme de ficção científica em uma televisão moderna com pipoca e controle remoto na mão
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O que aconteceu

Roger Ebert, possivelmente o crítico de cinema mais influente da história, não era apenas um entusiasta do gênero de ficção científica; ele era um estudioso. Desde a juventude, quando fundou sua própria revista de nicho chamada "Stymie", Ebert demonstrava um fascínio profundo por narrativas que exploravam o desconhecido. Embora tenha ficado famoso por seu estilo direto e, por vezes, polêmico — como sua notória aversão ao blockbuster Armageddon —, ele possuía uma capacidade rara de revisitar suas próprias opiniões ao longo das décadas.

Ao contrário de muitos críticos que mantêm suas notas gravadas em pedra, Ebert não via problema em conceder uma quarta estrela a filmes que, em um primeiro momento, não tinham atingido o seu pleno entendimento. Para ele, a ficção científica era um campo fértil para questionamentos sobre o que nos torna humanos, e cinco títulos específicos acabaram se tornando pilares em sua lista de obras perfeitas.

Como chegamos aqui

A trajetória de Ebert com esses filmes revela uma evolução no olhar crítico. Muitos dos títulos abaixo não foram unanimidade em suas estreias, mas ganharam status de cult com o passar do tempo, culminando em reavaliações que elevaram suas notas para o patamar máximo de quatro estrelas. Abaixo, listamos essas cinco obras que conquistaram o crivo final do crítico:

  • Dark City (1998): Alex Proyas dirigiu esta pérola que explora a natureza da memória e da realidade. Ebert foi um dos primeiros a apontar que o filme realizava, com mais sensibilidade, os conceitos que Matrix popularizaria pouco depois.
  • A.I. Inteligência Artificial (2001): Um projeto que passou pelas mãos de Stanley Kubrick e foi concretizado por Steven Spielberg. Ebert inicialmente deu três estrelas, mas, uma década depois, percebeu que o filme não era sobre humanos, mas sobre o dilema existencial de uma máquina que "finge" pensar.
  • Blade Runner (1982): O clássico de Ridley Scott sobre replicantes foi um fracasso comercial em seu lançamento. Ebert, que originalmente achou que os efeitos visuais sobrepujavam a narrativa, corrigiu sua percepção ao assistir à versão Final Cut, 25 anos depois, reconhecendo-o como uma obra semal.
  • Alien: O Oitavo Passageiro (1979): O terror espacial de Ridley Scott foi inicialmente descartado por Ebert como um "filme de casa mal-assombrada intergaláctica". Anos mais tarde, ele admitiu a profundidade da obra e sua influência incalculável no cinema de ação moderno.
  • Solaris (1972): A obra-prima de Andrei Tarkovsky desafiou a paciência de Ebert em 1972. Contudo, em 2003, ele revisitou o filme e entendeu que o ritmo lento do diretor russo era, na verdade, um convite à reflexão espiritual e filosófica.
"Eu gosto de filmes demais", escreveu Ebert em 2012, ao responder críticas sobre sua suposta generosidade com as notas. Essa paixão é o que explica por que ele sempre esteve disposto a dar uma segunda chance a uma obra.

O que vem depois

O legado de Roger Ebert serve como um lembrete valioso para a cultura geek contemporânea: a nossa percepção sobre um filme pode (e deve) mudar conforme acumulamos vivências. O cinema de ficção científica, em particular, é um gênero que envelhece de formas curiosas; o que parece estranho ou lento em uma primeira exibição pode se tornar profético em um cenário de avanço tecnológico acelerado.

Para o espectador atual, a lição é clara: não se limite à primeira impressão. Filmes como Solaris ou Blade Runner exigem que o público esteja em sintonia com a proposta do diretor. Se você assistiu a algum desses clássicos há anos e não se conectou, talvez seja o momento de revisitá-los com o olhar de quem busca entender o que o autor estava tentando comunicar sobre a nossa própria existência.

Datas e o que vem depois

Embora Roger Ebert tenha nos deixado em 2013, o seu arquivo de críticas permanece como uma bússola para cinéfilos. Não há "sequências" ou "remakes" oficiais planejados para a maioria desses filmes que alterem o status de clássico já consolidado, mas a influência deles continua presente.

Para ficar no radar:

  • Fique atento a relançamentos em versões restauradas (como o Final Cut de Blade Runner), que costumam ser as melhores formas de experienciar essas obras.
  • Acompanhe o site oficial do crítico, que mantém o acervo de suas resenhas históricas, permitindo que novas gerações comparem suas visões com as de um dos maiores nomes da crítica mundial.

Perguntas frequentes

Por que Roger Ebert mudou a nota de Blade Runner?
Ebert admitiu que sua crítica inicial foi uma falha de gosto e imaginação pessoal. Ao revisar o filme décadas depois, ele reconheceu que Blade Runner estabeleceu uma estética futurista que influenciou todo o gênero sci-fi.
Qual é a diferença entre o Solaris de 1972 e o de 2002?
O filme de 1972 é a obra original de Andrei Tarkovsky, aclamada pela profundidade filosófica. O filme de 2002 é uma adaptação dirigida por Steven Soderbergh, estrelada por George Clooney, que Ebert considerou uma obra distinta e menos impactante que a original.
Roger Ebert realmente gostava de ficção científica?
Sim, ele era um fã do gênero desde a adolescência, quando fundou sua própria revista sobre o tema. Ele valorizava filmes que usavam a ficção científica para explorar a condição humana, em vez de apenas focar em efeitos especiais.
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