Danny Boyle confirmou que o terceiro capítulo de "28 years later" está atualmente em pausa, aguardando financiamento e a disponibilidade de Alex Garland para o roteiro. Enquanto isso, os fãs permanecem divididos entre esperança e frustração.
Fato: Projeto está em "back burner", diz diretor
Durante sua participação no London Film Festival, o diretor britânico Danny Boyle deixou claro que "28 Years Later Part III" está "on the back burner at the moment". O cineasta ressaltou que a continuação da saga zombie ainda depende de um aporte financeiro sólido e da colaboração do roteirista Alex Garland, que está ocupado com a adaptação cinematográfica de "elden ring", prevista para 2028.
Boyle também lembrou que ele mesmo dirigiu o filme original "28 days later" (2002) e retornou à franquia em 2025 com "28 Years Later". No entanto, sem o apoio de um estúdio maior ou de um investidor disposto a apostar em um universo pós-apocalíptico já estabelecido, o terceiro filme permanece em estado de espera.
Contexto: por que importa
A série "28 Days Later" se tornou um marco do horror contemporâneo, influenciando tanto o cinema quanto os videogames. O primeiro filme, com orçamento de US$ 8 milhões, arrecadou quase US$ 83 milhões, provando que histórias de zumbis podem ser lucrativas quando combinam tensão psicológica e ação visceral.
Cillian Murphy, que interpretou Jim – o protagonista que acorda para descobrir o caos – retornou em um cameo não creditado em "28 Years Later: the bone temple" (2026), mostrando que o personagem ainda tem espaço narrativo. A expectativa de vê-lo novamente liderar um novo capítulo alimenta tanto a nostalgia quanto a curiosidade sobre como a franquia evoluirá após quase três décadas.
Além disso, a ausência de Alex Garland – responsável pelos roteiros dos três primeiros filmes – pode impactar a qualidade da história. Garland tem se destacado como roteirista visionário, e sua parceria com Boyle foi crucial para manter a consistência tonal da saga.
Reação dos fãs/mercado
Nas redes sociais, a notícia gerou um misto de alívio e decepção. Alguns fãs celebraram a transparência de Boyle, considerando que a espera pode evitar um filme apressado e de baixa qualidade. Outros temem que a pausa prolongada faça a franquia perder relevância, especialmente diante do boom de novos títulos de zumbis em séries de streaming.
- Pró: A pausa permite que o roteiro seja desenvolvido com o mesmo rigor dos primeiros filmes, preservando a integridade da história.
- Contra: O hiato pode esfriar o interesse do público, tornando mais difícil justificar um grande investimento futuro.
- Pró: O envolvimento de Alex Garland em "Elden Ring" pode trazer novas ideias e recursos técnicos para o próximo filme.
- Contra: O calendário de Garland está lotado até 2028, o que pode empurrar ainda mais a data de produção.
Do ponto de vista do mercado, estúdios ainda encaram a franquia como um ativo valioso, porém arriscado. O sucesso de "Elden Ring" como filme pode abrir portas para um financiamento maior, mas também pode criar expectativas que o próximo "28" não consiga atender.
O que esperar
Com base nas declarações de Boyle, podemos delinear três cenários plausíveis:
- Financiamento rápido: Um investidor interessado em reviver franquias de horror poderia aportar recursos ainda em 2027, permitindo que o filme entre em produção antes de 2029.
- Atraso prolongado: Caso o orçamento não se materialize, o projeto pode ficar em espera até que Garland conclua "Elden Ring" e tenha disponibilidade para retomar o roteiro.
- Reformulação total: O estúdio pode optar por reinventar a franquia, talvez com um novo diretor ou um spin‑off que não dependa de Murphy, buscando atrair um público mais jovem.
Independentemente do caminho, a presença de Murphy ainda é um ponto de negociação. Embora a imprensa cite que ele está "in talks", a falta de um contrato definitivo indica que a decisão final ainda depende de fatores financeiros e criativos.
Onde isso pode dar
Minha aposta é que a pausa, embora frustrante, pode ser benéfica a longo prazo. A história da franquia mostrou que intervalos estratégicos – como o hiato entre 2007 e 2025 – dão tempo para reinventar a linguagem visual e temática. Se Boyle conseguir alinhar financiamento sólido com a volta de Garland, o próximo filme tem potencial para redefinir o gênero zombie, misturando o terror claustrofóbico clássico com as tecnologias de filmagem digital avançada que surgiram nos últimos anos.
Por outro lado, se o projeto permanecer em espera indefinida, corremos o risco de transformar "28 Years Later" em um caso de "saga morta", onde o legado fica preso ao passado e não consegue se adaptar ao novo panorama de streaming e conteúdo interativo. O futuro da franquia, portanto, dependerá de quem conseguir convencer os investidores de que ainda há espaço para mais histórias de sobrevivência em um mundo devastado.


