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20 anos de Macs Intel: por que a Apple trocou de arquitetura e voltou a mudar

· · 2 min de leitura
Pessoa sentada numa mesa, usando MacBook Pro com Apple Silicon, enquanto faz agachamento com halteres ao lado
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TL;DR: A Apple utilizou processadores Intel em seus Macs de 2006 a 2026; a decisão inicial buscava desempenho e flexibilidade, enquanto a mudança de volta para apple silicon responde ao controle total de hardware e eficiência energética.

O que aconteceu?

Em junho de 2000, o engenheiro da Apple JK Scheinberg enviou um e‑mail ao seu chefe propondo um projeto paralelo: portar o ainda em desenvolvimento macOS X para a arquitetura x86 da Intel. Na época, todos os Macs rodavam processadores PowerPC, fruto de uma parceria entre Apple, IBM e Motorola que datava de 1994.

O experimento recebeu o codinome "Project Marklar" e permaneceu como um hobby interno por cerca de um ano e meio. Enquanto isso, a Apple lançava Macs com chips G3, G4 e, em 2003, o ambicioso G5 de 64 bits, mas ainda não havia urgência para abandonar o PowerPC.

O ponto de inflexão veio em 2005, quando Steve Jobs anunciou publicamente a transição para Intel durante a WWDC. A promessa era clara: Macs com processadores Intel trariam desempenho superior, melhor compatibilidade com software Windows e maior eficiência energética.

A partir de 2006, a linha macbook, imac e mac pro começou a embarcar CPUs Intel core duo, marcando o início oficial da era Intel nos Macs. Nos anos seguintes, a Apple atualizou continuamente sua linha com processadores cada vez mais avançados – da família Core 2 Duo à série core i7, passando por xeon em estações de trabalho.

Em 2020, a Apple revelou o Apple Silicon, sua própria família de chips baseada em arquitetura ARM, começando com o M1. A estratégia visava unificar hardware e software, melhorar a eficiência energética e reduzir a dependência de fornecedores externos.

O último macOS que suportará oficialmente Macs Intel será o macOS 26 (codinome "Tahoe"), programado para lançamento no outono de 2026. Modelos que ainda rodarem o macOS 26 receberão atualizações de segurança e do navegador Safari até 2028, mas não haverá mais novas funcionalidades.Portanto, macOS 26 representa o capítulo final da saga Intel nos Macs; tudo que vier depois será considerado epílogo.

Como chegamos aqui?

A decisão de migrar para Intel foi impulsionada por três fatores principais:

  • Desempenho bruto: Processadores Intel ofereciam clocks mais altos e melhor desempenho por watt comparado ao PowerPC G5.
  • Ecossistema Windows: A compatibilidade com software Windows, essencial para usuários corporativos, se tornou um diferencial competitivo.
  • Roadmap tecnológico: A Apple precisava de um caminho claro de evolução de processadores, algo que a Intel podia garantir com ciclos de lançamento regulares.

Entretanto, a parceria também trouxe desafios. A dependência de um fornecedor externo limitava a capacidade da Apple de otimizar o macOS para o hardware específico, gerando perdas de eficiência que a empresa já havia superado com o PowerPC.

Com o desenvolvimento interno do Apple Silicon, a Apple ganhou controle total sobre a arquitetura, permitindo integrações profundas entre CPU, GPU, Neural Engine e memória unificada. Essa integração resultou em ganhos de performance de até 3× em tarefas de edição de vídeo e consumo de energia 30 % menor em laptops.

Além disso, a transição para ARM alinhou os Macs com a linha de iPhone e iPad, facilitando a portabilidade de aplicativos entre plataformas. O custo de licenciamento da Intel também influenciou a decisão: ao produzir seus próprios chips, a Apple reduz despesas operacionais a longo prazo.

O que vem depois?

Com o fim do suporte oficial ao macOS 26 para Macs Intel, a Apple continuará oferecendo duas linhas paralelas de suporte:

  1. Atualizações de segurança: Até 2028, os últimos Macs Intel receberão patches críticos de vulnerabilidades e atualizações do Safari.
  2. Camada Rosetta 2: A tecnologia que permite executar aplicativos x86 em Apple Silicon ainda existirá, embora sua manutenção seja indefinida.

Para os usuários que ainda dependem de software legado exclusivo para Intel, a recomendação é migrar para máquinas Apple Silicon usando ferramentas de virtualização ou contêineres que suportem emulação x86.

Empresas de software também precisam adaptar seus produtos, oferecendo versões nativas para Apple Silicon ou garantindo compatibilidade via Rosetta. Esse movimento já está em curso, com grandes suites criativas como Adobe Creative Cloud e Autodesk lançando builds otimizados para M1/M2.

Em termos de mercado, a Apple consolidará sua liderança em laptops ultrafinos e desktops de alta performance, enquanto a Intel buscará novos nichos, como GPUs discretas e processadores para IA.

Para ficar no radar

Embora a era Intel nos Macs esteja oficialmente encerrada, alguns pontos merecem atenção nos próximos meses:

  • Data de lançamento do macOS 26: Ainda não confirmada, mas rumores apontam para o outono de 2026.
  • Planos de suporte prolongado: A Apple ainda não definiu se estenderá atualizações de segurança além de 2028.
  • Impacto nos desenvolvedores: Ferramentas como Xcode já suportam compilação universal (Apple Silicon + Intel), mas a migração completa pode exigir ajustes de código.

Fique atento às próximas WWDCs, onde a Apple costuma anunciar detalhes sobre o futuro do macOS e estratégias de suporte a hardware legado.

O próximo nível para usuários de Mac

Para quem ainda usa um Mac Intel, as opções são claras:

  1. Atualizar para Apple Silicon: Modelos como o MacBook Air M2 ou o iMac 24" M2 oferecem desempenho superior e maior longevidade.
  2. Manter o hardware atual: Se o dispositivo ainda atende às necessidades, continue com atualizações de segurança até 2028.
  3. Virtualizar ou emular: Use softwares como Parallels Desktop ou UTM para rodar ambientes x86 quando necessário.

Em última análise, a transição para Apple Silicon não é apenas uma mudança de processador; é parte de uma estratégia maior da Apple para controlar todo o ecossistema, melhorar a experiência do usuário e reduzir custos operacionais.

Perguntas frequentes

Por que a Apple trocou os Macs PowerPC por Intel?
A mudança para Intel trouxe maior desempenho, melhor compatibilidade com software Windows e um roadmap de processadores mais previsível, permitindo que a Apple entregasse Macs mais rápidos e eficientes.
Qual é o último macOS que roda em Macs Intel?
O macOS 26, codinome "Tahoe", será o último sistema operacional da Apple com suporte oficial a Macs baseados em processadores Intel.
O que acontece com os Macs Intel após 2028?
Eles deixarão de receber atualizações de segurança e Safari; usuários deverão migrar para Apple Silicon ou usar soluções de emulação para rodar aplicativos x86.
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