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1666: Amsterdam traz a loucura de Assassin's Creed ao estilo bruxaria

· · 4 min de leitura
Jovem em roupa de academia levanta halteres ao lado de um grimório aberto e uma adaga estilizada
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Por que 1666: Amsterdam lembra os primeiros Assassin's Creed?

TL;DR: 1666: Amsterdam combina bruxaria, troca de corpos e humor adulto, reproduzindo a sensação de estranheza que marcou os primeiros Assassin's Creed.

O título, desenvolvido pela Panache Digital Games, foi criado originalmente por Patrice Désilets, diretor do primeiro Assassin's Creed. Após ser abandonado pela Ubisoft, o projeto ressurgiu como um jogo independente que explora conspiracies temporais usando mecânicas de corpo‑troca e magia. A seguir, listamos os sete principais elementos que fazem 1666: Amsterdam ecoar a experiência original da franquia.

  1. Três protagonistas em eras distintas – O prólogo apresenta uma bruxa do século XVII, a pesquisadora contemporânea Clio e o pai de Clio, Aaron, que acaba transformado em gato. Cada personagem tem controles próprios, lembrando o “puppeteering” do Animus em Assassin's Creed.
  2. Uso de magia como interface de jogo – Em vez de dispositivos tecnológicos, o jogo emprega rituais de sangue e runas para desbloquear áreas. As instruções aparecem gravadas em símbolos arcanos, reforçando a atmosfera de mistério.
  3. Ambientes históricos detalhados – A Amsterdam do século XVII é recriada com canais, casas de madeira e iluminação a vela. O nível de fidelidade visual rivaliza com os primeiros títulos da série, que também buscavam autenticidade.
  4. Conexões familiares através de fluidos corporais – A narrativa liga os personagens por sangue, literalmente. Clio sangra sobre um tomo para decifrá‑lo, e Aaron transfere sua consciência para um gato, criando laços narrativos tão absurdos quanto memoráveis.
  5. Humor adulto e situações polêmicas – O jogo não foge de temas como incesto simbólico e sexo consensual entre personagens adultos, algo que os primeiros Assassin's Creed evitavam, mas que reforça o tom “weird” mencionado nas análises.
  6. HUD carregado de runas – O painel de informação mistura ícones modernos com inscrições rúnicas, exigindo que o jogador decifre o próprio tutorial, lembrando a curva de aprendizado do Animus.
  7. Relação direta com o futuro Assassin's Creed Hexe – Ubisoft anunciou um novo título focado em bruxas na época do Sacro Império Romano‑Germânico. 1666: Amsterdam pode ser visto como um protótipo não oficial que influenciou o conceito de Hexe.

Além desses pontos, o jogo traz uma trilha sonora barroca reinterpretada com sintetizadores, reforçando a fusão entre passado e futuro. A jogabilidade, embora ainda em fase de acesso antecipado, já demonstra potencial para expandir a fórmula de exploração histórica com mecânicas de troca de corpos.

Como a história de desenvolvimento impacta a experiência?

Patrice Désilets começou a trabalhar em 1666: Amsterdam na THQ Montreal antes da aquisição pela Ubisoft. Quando a empresa comprou o estúdio, Désilets foi demitido e o projeto foi quase apagado. A versão final, lançada via steam em 2026, carrega as marcas de um desenvolvimento independente: recursos limitados, mas liberdade criativa total.

Essa trajetória explica a presença de ideias que nunca chegaram a um Assassin's Creed oficial, como a bruxaria como força motriz e a troca de corpos como mecânica central. Enquanto Hexe da Ubisoft terá orçamento maior, 1666: Amsterdam mantém a ousadia narrativa que costuma ser sacrificada em produções AAA.

O que esperar das próximas atualizações?

O desenvolvedor prometeu duas grandes expansões para 2027: uma missão dedicada ao “Livro de Runas Proibidas” e um modo cooperativo onde dois jogadores controlam simultaneamente dois dos três personagens. Ambas as adições deverão aprofundar a mecânica de corpo‑troca e expandir o mapa de Amsterdam.

Enquanto isso, a comunidade recomenda experimentar o prólogo gratuito disponível na Steam, pois ele oferece a base necessária para entender a complexa trama.

O veredito

1666: Amsterdam entrega uma experiência rara: combina a sensação de exploração histórica de Assassin's Creed com uma narrativa absurdamente adulta e mecânicas inovadoras. Para quem busca algo fora do padrão, o título é um convite ao caos controlado.

Entretanto, a curva de aprendizado é íngreme e o humor pode afastar jogadores mais conservadores. Se você aprecia jogos que desafiam convenções e não tem medo de conteúdo polêmico, vale a pena investir tempo no prólogo e aguardar as atualizações prometidas.

Perguntas frequentes

1666: Amsterdam está disponível para quais plataformas?
Até o momento, o jogo está disponível exclusivamente para PC via Steam. Versões para consoles ainda não foram confirmadas.
Qual a relação entre 1666: Amsterdam e Assassin's Creed Hexe?
Ambos compartilham o mesmo diretor criativo original, Patrice Désilets, e exploram bruxaria como tema central. Hexe será um título AAA da Ubisoft, enquanto 1666 permanece indie.
É necessário ter jogado Assassin's Creed para entender 1666: Amsterdam?
Não. O jogo apresenta sua própria narrativa e mecânicas, embora fãs da série reconheçam referências ao Animus e à troca de corpos.
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