Editor da Shogakukan Encrencado: Abuso Sexual de Menor Abafado no Mundo dos Mangás?

Escândalo na Shogakukan: Editor Envolvido em Acusação de Abuso Sexual de Menor

Escândalo Abalda a Shogakukan: Editor Acusado de Tentar Abafar Caso de Abuso Sexual Envolvendo Autor de Mangá

Por um jornalista sênior

28 de Fevereiro de 2026

O mundo do mangá no Japão foi abalado por um escândalo que envolve a renomada editora Shogakukan, especificamente o serviço Manga ONE 🛒. A acusação: um editor da empresa teria tentado encobrir um caso de abuso sexual envolvendo um de seus autores, lançando uma sombra de dúvida sobre a integridade da indústria e levantando questões urgentes sobre ética e responsabilidade.

O Caso de Ichiro Hajime e as Acusações de Abuso

A tempestade começou com a confirmação de que Ichiro Hajime, pseudônimo de Kazuaki Kurita, autor do mangá “Jojin Kamen”, abusou sexualmente de uma jovem por vários anos, começando quando ela tinha apenas 15 anos. Na época, Kurita publicava outro mangá, “Daten Sakusen”, sob o nome de Shoichi Yamamoto. O que era para ser um conto de fantasia e aventura se transformou em um pesadelo na vida real.

As acusações detalham um padrão perturbador de aliciamento e abuso. Kurita, que também era instrutor de desenho em uma escola particular em Hokkaido, teria usado sua posição de autoridade para manipular a vítima, identificada apenas como “A”. A relação, que começou com conselhos sobre mangá, rapidamente evoluiu para encontros secretos e atos de violência sexual. Mensagens trocadas entre os dois revelam a manipulação emocional por parte de Kurita, criando um ambiente onde a vítima se sentia incapaz de resistir a seus avanços.

O Papel do Editor: Takuya Narita no Centro da Controvérsia

O ponto central da polêmica reside na alegação de que um editor do Manga ONE, supostamente Takuya Narita, atuou como mediador entre Kurita e a vítima em um grupo de bate-papo no LINE 🛒 enquanto “Daten Sakusen” ainda estava sendo publicado. Segundo relatos, Narita teria proposto um acordo extrajudicial que ofereceria à vítima 1,5 milhão de ienes (aproximadamente US$ 9.600) em troca de seu silêncio. A condição: ela não poderia tornar o abuso público e deveria retirar sua queixa contra Kurita.

Apesar da Shogakukan não ter confirmado oficialmente o nome do editor envolvido, diversas fontes apontam para Narita, citando seu papel como editor tanto de “Daten Sakusen” quanto de “Jojin Kamen”. A editora, no entanto, admitiu que um de seus editores mediou a situação, mas alegou que a mediação foi solicitada por ambas as partes e que a empresa não tinha intenção de se envolver como organização. A Shogakukan também afirmou que não estava totalmente ciente da gravidade do caso na época e, portanto, não estava em posição de responder adequadamente. A empresa se desculpou por trabalhar com Kurita novamente e prometeu tomar medidas para evitar que isso acontecesse no futuro.

Repercussões e Consequências

A revelação do escândalo gerou uma onda de indignação nas redes sociais e na comunidade do mangá. Muitos exigem que a Shogakukan divulgue toda a extensão do que sabia e quando. A sugestão do editor de um acordo extrajudicial, proibindo a divulgação de detalhes, sugere que ele estava ciente de uma conduta de Kurita que seria prejudicial se tornada pública.

A Shogakukan suspendeu a distribuição e serialização de “Jojin Kamen” após a divulgação das acusações. No entanto, o dano já estava feito. A reputação da editora foi manchada, e a confiança dos fãs e criadores de mangá foi abalada.

O Silêncio e a Retomada: Um Padrão Preocupante

O caso levanta questões perturbadoras sobre a cultura de silêncio na indústria do mangá e a disposição de algumas empresas em proteger seus autores, mesmo diante de acusações graves. A cronologia dos eventos revela um padrão preocupante:

  • Em 2020, Kurita foi multado por posse de CSAM (material de abuso sexual infantil).
  • A Shogakukan interrompeu a serialização de “Daten Sakusen” sob o nome de Shoichi Yamamoto, alegando “problemas pessoais” do autor.
  • Em 2022, Kurita lançou “Jojin Kamen” sob o pseudônimo de Ichiro Hajime.
  • O editor Narita continuou a trabalhar com Kurita em “Daten Sakusen”, agora autopublicado como e-book, e promoveu a série.

Esses fatos sugerem que Narita sabia do histórico de Kurita e continuou a apoiá-lo, mesmo após as acusações de posse de CSAM. No pior cenário, Narita estava ciente dos crimes mais amplos de Kurita e sabia que ele era a mesma pessoa por trás dos dois pseudônimos. Isso significaria que Narita sabia que alguém sendo julgado por abuso sexual de uma menor ainda estava trabalhando com a empresa sob um nome diferente.

Reações da Comunidade e o Futuro da Shogakukan

O escândalo gerou reações diversas na comunidade do mangá. Vários criadores solicitaram que suas obras não fossem serializadas no Manga ONE até que a situação seja totalmente esclarecida. A artista de “Jojin Kamen”, Tsuruyoshi Eri, expressou sua indignação e se desculpou com as vítimas, afirmando que desconhecia as ações do autor. Outros artistas também manifestaram sua preocupação com a forma como a Shogakukan lidou com a situação.

O futuro da Shogakukan e do Manga ONE permanece incerto. A empresa enfrenta o desafio de restaurar sua reputação e reconquistar a confiança da comunidade do mangá. Para isso, será necessário uma investigação transparente e completa do caso, bem como a implementação de medidas rigorosas para prevenir futuros incidentes. A indústria do mangá precisa aprender com esse escândalo e criar um ambiente mais seguro e ético para todos.