Vamos conhecer a Feirinha da Liberdade em São Paulo

Conheça a história de uma das feiras livres mais visitadas em São Paulo e seu bairro

A Feira da Liberdade é um evento que reúne arte, artesanato, cultura e gastronomia orientais no bairro da Liberdade, em São Paulo.

História e surgimento da feira

A Feira da Liberdade é um evento tradicional que acontece desde 1975 na Praça da Liberdade, em São Paulo. Aos sábados e domingos, das 9h às 18h, a feira reúne milhares de visitantes de todas as partes do Brasil e do mundo.

A feira oferece uma variedade de produtos, incluindo artesanato, roupas, acessórios, alimentos e bebidas de origem oriental. Também há atrações culturais, como apresentações musicais, danças e artes marciais.

O ambiente da feira é animado e multicultural. É um ótimo lugar para experimentar a cultura oriental e conhecer pessoas de diferentes lugares.

A feira é uma forma de preservar e divulgar a cultura dos imigrantes japoneses, chineses, coreanos e outros povos asiáticos que chegaram ao Brasil no século passado. Nas cerca de 240 barracas, é possível encontrar produtos típicos como luminárias, bonsais, peixes ornamentais, roupas, bijuterias, objetos místicos e instrumentos musicais. Além disso, há apresentações artísticas como danças, músicas e shows de taikô (tambores japoneses).

Mas o que mais chama a atenção na feira é a variedade de comidas deliciosas que podem ser degustadas no local ou levadas para casa. Há opções para todos os gostos e paladares, desde os tradicionais yakisoba, sushi, sashimi e tempurá até os mais exóticos dorayaki, takoyaki, ebiyaki e gyoza. Também há espaço para a culinária brasileira, com pastéis, caldo de cana e churros.

A Feira da Liberdade teve origem quando os imigrantes que viviam no bairro resolveram organizar encontros aos finais de semanas, em que podiam reviver seus costumes e vender seus produtos. Com o tempo, a feira se expandiu e se tornou um símbolo da cultura oriental em São Paulo. A feira também recebeu o apoio de diversas instituições, como a Prefeitura, o Sebrae, a Associação Comercial de São Paulo, a Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A feira é um passeio imperdível para quem quer conhecer um pouco mais sobre a cultura oriental em São Paulo. É uma oportunidade de se divertir, aprender e saborear as delícias que a feira oferece. Para chegar na feira, basta pegar o metrô (linha azul) e descer na estação Japão-Liberdade. A feira acontece ao ar livre e o ambiente é familiar e acolhedor.

O que comer na Feira da Liberdade

A feira foi criada com foco no artesanato de origem japonesa, mas depois evoluiu e se tornou um destino para quem ama as delícias da culinária oriental, em especial a do Japão.

Na feira, você pode encontrar uma grande variedade de pratos típicos das culinárias japonesa, chinesa e de outras origens, além de artigos de cerâmica, madeiras, metais e também apresentações musicais, performances entre outras manifestações artísticas. Alguns dos pratos mais populares são:

  • Tempurá e espetinho de camarão: tempurá é um prato que consiste em pedaços de legumes ou frutos do mar envoltos em uma massa fina e fritos em óleo quente. Espetinho de camarão é um petisco que leva camarões temperados e grelhados no espeto.
  • Guioza: guioza é um pastel japonês que pode ser recheado com carne de porco, repolho, cebolinha e outros ingredientes. O guioza pode ser cozido no vapor ou frito na frigideira.
  • Takoyaki (bolinho japonês de massa fininha recheado com polvo): takoyaki é um bolinho redondo feito com uma massa líquida que leva farinha, ovos, água e dashi (caldo de peixe). O recheio é um pedaço de polvo cozido e temperado. O bolinho é assado em uma chapa especial que tem cavidades redondas. Depois de pronto, o takoyaki é coberto com molho agridoce, maionese, flocos de peixe seco e alga nori picada.
  • Yakissoba (tradicional, carne, frango, vegetariano ou especial): yakissoba é um macarrão frito com legumes e carne ou frango. O molho é feito com shoyu (molho de soja), saquê (bebida alcoólica de arroz), açúcar e amido de milho. O yakissoba pode ser servido com ovos mexidos ou omelete por cima.
  • Dorayaki (massa fina parecida com panqueca recheada com doce de feijão azuki): dorayaki é uma sobremesa japonesa que consiste em duas massas redondas e fofas recheadas com anko (pasta doce de feijão azuki). O dorayaki pode ser servido quente ou frio.
  • Temaki e Hot Roll: temaki é um cone de alga nori recheado com arroz temperado e diversos ingredientes como peixe cru, cream cheese, pepino, cebolinha e outros. Hot roll é um sushi frito que leva arroz, alga nori e recheio variado como salmão, cream cheese e cebolinha. O hot roll é empanado e frito em óleo quente e depois cortado em fatias.
  • Pastel: pastel é um salgado típico brasileiro que consiste em uma massa fina recheada com carne moída, queijo, frango, palmito ou outros ingredientes. O pastel é frito em óleo quente e servido com molho de pimenta ou vinagrete.

O bairro da Liberade

A história do bairro da Liberdade em São Paulo é muito rica e diversa. O bairro é conhecido por ser o maior reduto da cultura oriental na cidade, mas também tem raízes africanas e europeias. Veja algumas curiosidades sobre a história do bairro da Liberdade.

O bairro surgiu no século XIX, a partir do loteamento de chácaras que pertenciam às elites paulistanas. Antes de se chamar Liberdade, o bairro era conhecido como Bairro da Pólvora, por causa de uma casa que armazenava explosivos na região.

O local onde hoje fica a Praça da Liberdade era chamado de Largo da Forca, pois era o lugar onde os escravizados fugitivos eram executados. A Capela dos Aflitos, que fica próxima à praça, era o local onde os condenados à morte recebiam os últimos sacramentos.

A população negra foi a primeira a ocupar o bairro, após a abolição da escravatura em 1888. Muitos ex-escravos se instalaram na região, onde trabalhavam como lavadores de roupa, carregadores de água e vendedores ambulantes.

No início do século XX, o bairro recebeu também imigrantes europeus, principalmente italianos e espanhóis, que se dedicavam ao comércio e à indústria. Eles conviviam com os negros e formavam uma comunidade diversa e multicultural.

A partir de 1912, o bairro começou a receber os primeiros imigrantes japoneses, que vieram ao Brasil em busca de oportunidades de trabalho. Eles se instalaram nas casas e nas pensões do bairro, onde alugavam quartos ou espaços coletivos. Eles trouxeram consigo seus costumes, sua língua e sua religião.

Os japoneses se dedicaram principalmente à agricultura e ao comércio de produtos típicos, como frutas, verduras, peixes e artesanatos. Eles também abriram restaurantes, lojas, escolas, jornais e associações culturais no bairro. Eles transformaram a paisagem e a identidade do bairro da Liberdade.

Nas décadas seguintes, o bairro recebeu também imigrantes chineses e coreanos, que se integraram à comunidade japonesa e contribuíram para a diversidade cultural do bairro. Hoje, o bairro da Liberdade é considerado o maior reduto oriental fora da Ásia.

O bairro da Liberdade é um dos principais pontos turísticos de São Paulo, atraindo milhares de visitantes todos os anos. O bairro oferece uma variedade de atrações culturais e gastronômicas, como a Feira da Liberdade, o Museu da Imigração Japonesa, o Jardim Oriental, o Templo Busshinji e muitos outros.

O comércio no bairro da Liberdade

O comércio do bairro da Liberdade é um dos mais variados e interessantes de São Paulo, pois oferece uma grande diversidade de produtos e serviços relacionados à cultura oriental, especialmente a japonesa. Na Liberdade, você pode encontrar desde lojas de cosméticos, roupas, presentes, decoração, comida, até livrarias, galerias e feiras. Um dos destaques do comércio do bairro é o Sogo, um shopping center que reúne mais de 100 lojas de diferentes segmentos em quatro andares.

O Sogo foi inaugurado em 1979 e é considerado o primeiro shopping center temático do Brasil, voltado para a cultura japonesa. No Sogo, você pode encontrar lojas de artigos de papelaria, eletrônicos, brinquedos, artesanato, moda, acessórios, perfumaria, ótica, joalheria, entre outras. Além disso, o Sogo conta com uma praça de alimentação com diversas opções de culinária oriental e ocidental, como sushi, yakissoba, tempurá, pastel, pizza e sorvete. O Sogo também oferece serviços como salão de beleza, agência de viagens, lotérica e caixas eletrônicos.

O Sogo é um lugar ideal para quem quer conhecer um pouco mais da cultura japonesa e se divertir com as novidades e curiosidades que o shopping oferece. O Sogo fica na Rua Galvão Bueno 40, bem próximo à estação Japão-Liberdade do metrô (linha azul). O horário de funcionamento é de segunda a sábado das 9h às 19h e aos domingos e feriados das 10h às 18h.

Grupos Otakus na Liberdade

Além da gastronomia e do comércio que são o foco desse artigo, não podemos esquecer dos admiradores de animes e mangás, os famosos otakus. Muitos grupos se reunem aos finais de semana em torno da Praça da Liberdade para curtirem um dia agradavél entre amigos.

Geralmente se reunem para comprarem seus itens colecionáveis favoritos, tais como action figures, mangás, cosplays e etc no shopping Sogo e em outros lugares. Aproveitam para comerem as comidas típicas japonesas, imitando assim seus personagens de animes, tal qual um dos pratos mais famosos das telinhas japonesas, o Lamen do Naruto.

Alguns grupos aproveitam o dia participando de jogos de rpg, campeonatos de cards game e de video games portáteis. Um momento prazeroso que marcam o bairro da Liberdade.

Colônia japonesa de Sete Barras

Uma outra grande colônia japonesa em São Paulo, localizada em Registro, é a Colônia de Sete Barras. Essa colônia foi fundada em 1920 pela empresa K.K.K.K (Kaigai Kogyo Kabushiki Kaisha), que também administrava as colônias de Iguape, Registro e Juquiá. A Colônia de Sete Barras ocupava uma área de 10 mil hectares, onde os imigrantes japoneses se dedicavam ao cultivo de café, arroz, milho, feijão, batata-doce, mandioca e frutas. A colônia também tinha uma escola, uma igreja, um posto médico, uma farmácia e um armazém.

A Colônia de Sete Barras enfrentou muitas dificuldades ao longo de sua história, como a crise do café na década de 1930, a Segunda Guerra Mundial na década de 1940 e as enchentes do Rio Ribeira na década de 1950. Apesar disso, os colonos japoneses conseguiram se adaptar e superar os obstáculos, diversificando suas atividades agrícolas e mantendo suas tradições culturais. A colônia também contribuiu para o desenvolvimento econômico e social da região do Vale do Ribeira.

Hoje, a Colônia de Sete Barras é um patrimônio histórico e cultural da imigração japonesa em São Paulo. A colônia preserva muitos aspectos da arquitetura, da culinária, da religião e da arte dos imigrantes japoneses. A colônia também realiza eventos e festividades que celebram a cultura japonesa, como o Bon Odori, o Undokai e o Tanabata Matsuri. A colônia é um lugar de memória e de identidade para os descendentes dos imigrantes japoneses que vivem na região.

Perguntas e Respostas

Nessa sessão vamos conhecer quais são as principais perguntas feitas pela internet referente ao artigo que acabamos de falar. Vejamos o que os nossos leitores mais buscam por ai.

Qual é o dia da feira na Liberdade?

O evento acontece todos os sábados e domingos, das 9h às 18h, e reúne duas atrações de São Paulo em um único lugar: as tradicionais feiras de rua e a culinária trazida pelos imigrantes japoneses e chineses que se estabeleceram na cidade a partir do começo do século 20.

Qual melhor dia para visitar a Liberdade?

O melhor dia para visitar a Praça da Liberdade é sem dúvida aos domingos pela manhã (quanto mais cedo, melhor), pois acontece na Praça uma excelente feira com comidas típicas e artesanato.

Onde acontece a feira da Liberdade?

O endereço é Praça da Liberdade, entre a Rua Galvão Bueno e a dos Estudantes. A melhor opção para chegar ao local para quem usa o transporte público é optar pelo Metrô e descer na Estação Japão – Liberdade (Linha 1-Azul), que fica exatamente no local onde acontece o evento.

Qual o valor do estacionamento na Liberdade?

Quanto custa estacionar na Liberdade? O valor para estacionar no bairro da Liberdade varia entre R$ 10 a R$ 15, em pesquisas realizadas na internet na semana entre os dias 3 a 9 de julho de 2022. Sempre é bom lembrar que esses preços são cobrados a cada hora em que o veículo permanecer no estacionamento.

É bom morar na Liberdade?

Morar na Liberdade é uma experiência diferente de todas regiões de São Paulo, pois é lá onde fica um pedacinho do Japão no Brasil. Um lugar turístico e muito bem localizado, é ideal para quem busca cultura, ruas tranquilas, mas de fácil acesso as movimentadas avenidas principais.

Por que se chama bairro da Liberdade?

Até a origem do nome do bairro remete ao povo negro. “Liberdade” surge por conta do enforcamento de Chaguinhas, ou Francisco José das Chagas, um militar negro que liderou uma revolta em Santos e foi punido com a pena de morte, em 20 de setembro de 1821, quase um século antes da chegada dos japoneses.
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